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CUT E OUTRAS CENTRAIS MOBILIZAM 35 MIL MANIFESTANTES EM BRASÍLIA
Contra a crise, 5ª Marcha levanta bandeira do desenvolvimento e valorização do trabalho
Centrais sindicais entregaram no Congresso documento contendo 18 propostas para enfrentar a crise
04/12/2008


A Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foi tomada nesta quarta-feira (3) por 35 mil manifestantes durante a 5ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora, que este ano teve como lema "Desenvolvimento com valorização do trabalho".

Mulheres e homens, trabalhadores do campo e da cidade, servidores públicos e da iniciativa privada, ativos e aposentados, lutaram bravamente contra a chuva e levantaram bandeiras, faixas e cartazes em defesa do emprego, da garantia de renda e por medidas que defendam os trabalhadores dos impactos negativos da crise financeira internacional.

Questões como a valorização do salário mínimo; defesa das reservas do pré-sal e uma nova matriz energética; ratificação das convenções 151 (que regulamenta a negociação coletiva no serviço público) e a 158 (que coíbe as demissões imotivadas), também fizeram parte da bandeira de luta da manifestação.

Para o presidente da CUT Nacional, Artur Henrique, a V Marcha da Classe Trabalhadora já proporcionou resultados positivos. "É uma grande vitória reunirmos trabalhadores e trabalhadoras de todo o País, independente da central a que são filiados, neste momento de crise. Isso mostra que o povo brasileiro está pronto para a luta", afirmou.

A concentração começou às 9 horas, no estacionamento do Ginásio de Esportes Mané Garrincha, de onde os manifestantes seguiram até o Congresso Nacional, onde foi realizado um grande ato público comandado pelas centrais sindicais, com a participação de lideranças partidárias.

Propostas

As centrais sindicais entregaram aos presidentes da Câmara e do Senado um documento unitário contendo 18 propostas para enfrentar a crise, entre elas a valorização permanente do salário mínimo; correção da tabela do Imposto de Renda, com menos imposto sobre os salários; e redução da jornada de trabalho, sem redução de salários.

À tarde as lideranças cumpriram extensa agenda de reuniões nos ministérios, que se estenderam até a quinta-feira (4). Entre estas reuniões estava a audiência com o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que recebeu uma comissão de dirigentes da CUT e das demais centrais para debater a pauta da manifestação. Os manifestantes também se reuniram com o presidente do Senado Federal, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luís Dulci, acompanhados de integrantes da equipe econômica.

A CUT realizou à tarde, depois da V Marcha, um ato público em frente ao Ministério do Trabalho, cobrando o envio e a aprovação do projeto de lei que institui a contribuição negocial, além da revogação da instrução normativa que institui o desconto da contribuição sindical para os servidores públicos.

Na quinta-feira, a partir das 9 horas, as centrais seriam recebidas pelo ministro da Previdência, José Pimentel. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, se reuniria com a Direção Executiva Nacional da CUT, no auditório do Sindicato dos Bancários de Brasília.

A concentração da V Marcha da Classe Trabalhadora aconteceu ainda de madrugada, às 5 horas. Às 10 horas, os manifestantes deram início à caminhada de nove quilômetros. A massa de trabalhadores e trabalhadoras ocuparam três das sete faixas do Eixo Monumental, rumo à Esplanada dos Ministérios, até o Congresso Nacional, onde foi realizado ato público. Parlamentares, presidentes das centrais sindicais, representantes do movimento indígena e um representante da CTA (Central de los Trabajadores Argentinos - Central dos Trabalhadores Argentinos) fizeram falações em defesa da pauta de reivindicação apresentada.


Por: CUT, Agência Sindical e STIMMMEC

 
   
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