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ATO EM DEFESA DO EMPREGO, SALÁRIOS E DIREITOS
TRABALHADORES PARALISAM FERRABRAZ PARA PROTESTAR CONTRA DEMISSÕES E PROPOSTA INDECENTE
Empresa demitiu em massa e impôs lista para aprovar redução de jornada e salários
12/2/2009


O Sindicato dos Metalúrgicos de Sapiranga e Região promoveu na manhã de hoje um atraso na pegada na Ferrabraz para protestar contra as demissões e contra a proposta de reduzir salários e jornadas sem negociação com os trabalhadores. A empresa demitiu 30 funcionários na segunda-feira, 9 de fevereiro, e, na quarta-feira seguinte, resolveu passar uma lista pressionando os trabalhadores a aceitar a “proposta” de redução de um dia de trabalho por semana, com a proporcional redução das horas não trabalhadas.

“A empresa foi autoritária, pois fez demissões coletivas e impôs medidas que alteram o contrato de trabalho dos funcionários sem sequer comunicar suas intenções ao sindicato. Ela não pode ignorar a representação dos trabalhadores, feita pelo sindicato. Quaisquer medidas que atinjam coletivamente os funcionários, devem ser comunicadas e negociadas com o sindicato, que sempre esteve aberto ao diálogo e à negociação. Estas medidas requerem um acordo entre as partes. A empresa não pode achar que pode fazer tudo o que bem entende sem negociar com os trabalhadores”, argumenta Mauri Schorn, presidente do sindicato. Ele revela que a entidade vai procurar a assessoria jurídica para ver o que é possível fazer, como anular essa forma antidemocrática e intimidatória usada pela empresa para buscar a aprovação de suas propostas.

Cabe lembrar que o sindicato é favorável à redução de jornada, porém sem redução salarial. “A classe trabalhadora já é penalizada o suficiente com o arrocho salarial causado pela alta rotatividade de pessoal, pois os patrões demitem livremente trabalhadores e, no lugar destes, contrata outros oferecendo salários rebaixados. É por isso que somos favoráveis à ratificação pelo Brasil da Convenção 158 da OIT, que acaba com as demissões imotivadas”, falou Mauri Schorn. O sindicato tem posição consagrada sobre a alegada crise econômica, como o fato de saber que há muito oportunismo por parte das empresas. Muitas delas usam a crise para arrochar salários, flexibilizar direitos e fazer chantagem para conquistar benefícios fiscais ou recursos públicos sem apresentar contrapartidas sociais. “O setor metal-mecânico obteve resultados e lucros extraordinários. As empresas têm condições agora de suportar alguns meses de dificuldades e turbulências. Além do mais, essa alegada crise não foi criada pela classe trabalhadora. Portanto, não é justo que os trabalhadores paguem a conta”, encerrou Schorn.

O atraso na pegada durou cerca de uma hora, das 7h às 8h, e os trabalhadores atenderam ao chamado do sindicato para participar. Vários sindicatos da região metropolitana compareceram para apoiar a mobilização. Também estiveram presentes os dirigentes da Federação dos Metalúrgicos do RS e o deputado estadual Dionilso Marcon (PT). A mobilização foi ordeira e pacífica. Porém, supostamente a mando da direção da Ferrabraz, uma viatura da Brigada Militar foi chamada para monitorar a situação.


Por: Assessoria de Comunicação Social

 
   
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