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Mobilização garante avanços para trabalhadores da Ferrabraz
Greve fez patrões descerem do pedestal para dialogar e negociar um acordo mais justo
Trabalhadores conquistam importantes garantias no acordo de redução de jornadas e salários
10/03/2009


Há tempo, os sindicatos da região haviam alertado a direção do Grupo Ferrabraz Becker (GFB) a negociar um acordo no qual trabalhadores e trabalhadoras teriam algumas condições e garantias diante da iminente - ou já colocada em prática - redução de jornada com redução salarial, que as empresas vinham metendo goela a baixo, sem qualquer discussão com os trabalhadores e sindicatos.

Nosso argumento era simples: já que a crise é para todos, todos têm que ceder e não só a classe trabalhadora que, aliás, não tem nenhuma responsabilidade quanto ao surgimento desta crise. Portanto, o patrão também deveria fazer a sua parte e ceder de alguma forma.

Atrasos na pegada e outras mobilizações foram feitas nas últimas semanas nas unidades do GFB em Sapiranga, Estância Velha, São Leopoldo e Sapucaia do Sul, mas a gota dágua foi a decisão unilateral da direção do grupo de dar licença-remunerada de 35 dias para 218 funcionários. Os companheiros decidiram então decretar na quinta-feira à noite uma greve por tempo indeterminado a partir da sexta-feira, 6 de março. Essa greve fez com que os diretores do grupo no mesmo dia descessem do pedestal e viessem negociar um acordo. Embora não tenha sido uma negociação fácil e não se conquistou o ideal, uma proposta contendo avanços foi avaliada e aprovada em assembléia.

Empenho

Como não poderia ser diferente, os trabalhadores e trabalhadoras da unidade da Ferrabraz de Sapiranga fizeram a sua parte reforçando a paralisação do grupo. A greve iniciou a partir da chegada dos trabalhadores na fábrica às 6h30min da manhã. A adesão à paralisação foi total e provou, mais uma vez, que, diante da intransigência patronal, a classe trabalhadora tem meios para “convence-la” a ceder, dialogar e negociar.

Avanços

Segundo a proposta de acordo aprovada, os trabalhadores da Ferrabraz de Sapiranga abriram mão de não trabalhar aos sábados, reduzindo a jornada, para manter os seus empregos até 30 dias após o fim do acordo, que teria validade por três meses, desde que a empresa neste mês adicional mantivesse sua produção normal. A redução salarial e de jornada ficou em 16,66%, sendo garantido o pagamento de repousos, feriados, férias, 13° salário, entre outros. A empresa se propôs a pagar parceladamente 35% do montante descontado dos salários, garantiu a rescisão integral de quem optasse pela demissão, inclusive de salários, e garantiu a complementação da parte do seguro-desemprego que a redução salarial iria acarretar no final das parcelas.

Por fim, para os 166 funcionários da Ferrabraz de Sapiranga que tiveram licença remunerada por 35 dias, o sindicato conseguiu negociar a garantia de pagamento integral do 1/3 das férias proporcionais, já que nestes casos de licença acima de 30 dias os trabalhadores por lei poderiam perder este benefício.


Por: Assessoria de Comunicação Social

 
   
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