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A CLASSE TRABALHADORA NÃO VAI PAGAR PELA CRISE
Ato unificado contra a crise e as demissões reúne 5 mil trabalhadores na capital gaúcha
Não às demissões! Pela redução dos juros, pelos investimentos públicos e em defesa dos direitos
31/3/2009


Mais de 5 mil gaúchos e gaúchas participaram do dia de luta contra a crise e as demissões promovido pelas centrais sindicais, movimentos sociais e estudantes nesta segunda, 30, em Porto Alegre.

Entre os representantes de nossa base metalúrgica estavam os dirigentes sindicais Flávio de Souza, o Flavião (Areva), Paulo Chitolina (Madef), Lindomar Gomes (Maxiforja) e Joel da Silveira (Mitto).

O ato unificado foi realizado em todo o país e teve como eixos a redução dos juros, investimentos públicos, defesa dos direitos trabalhistas e sociais. Aqui no Rio Grande do Sul, além destes temas, a mobilização também destacou a luta pelo “Fora Yeda”; garantia de emprego; redução da jornada sem redução de salários e direitos; reforma agrária; saúde, educação e moradia; defesa dos serviços e dos servidores públicos. A classe trabalhadora também exigiu o fim do Fator Previdenciário e protestou contra a proposta da Fórmula 95/85 no cálculo das aposentadorias, atualmente em debate nas comissões do Congresso Nacional.

Os trabalhadores reuniram-se desde às 7h30min em frente à sede da Gerdau, na Avenida Farrapos. De lá, seguiram em direção ao setor financeiro da capital, passando pela Avenida Mauá, ruas General Câmara e Sete de Setembro, chegando ao Palácio Piratini por volta das 11h.

Na Sete de Setembro, onde se localizam os bancos na área central da cidade, os trabalhadores fecharam as portas dos bancos Santander, Unibanco, Banco Real, Banrisul, Banco do Brasil e Itaú durante 5 minutos como um ato de protesto pela alta dos juros: “Os trabalhadores não irão pagar a conta pela crise”.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul, Celso Woyciechowski, este 30 de março ficará marcado como um dia histórico para todos os trabalhadores do Brasil por tratar de uma pauta que busca garantir os direitos dos trabalhadores, a geração de emprego, a distribuição de renda e os investimentos públicos.

O dirigente cutista justificou a escolha da empresa Gerdau como ponto de concentração dos manifestantes por ser um símbolo do capitalismo e das multinacionais. “Não aceitamos fazer nenhum tipo de acordo com empresas que usam como pretexto a atual crise para reduzir os direitos dos trabalhadores. Não vamos negociar direitos” - ressaltou Woyciechowski.

Para Woyciechowski, é preciso investir em políticas públicas, saúde, educação, segurança e distribuição de renda para enfrentarmos a crise.

Assis Melo, representante da Central dos Trabalhadores do Brasil, afirmou a importância da união da classe trabalhadora neste momento de crise em defesa da baixa taxa de juros. “É preciso enfrentar a crise para que a sociedade se torne mais justa e igualitária”, destacou.

A Intersindical reforçou a posição de que os trabalhadores não irão pagar a conta pela crise.

Vera Guasso, da Conlutas, afirmou que o ato deste dia 30 é simbólico e será fundamental para que os empresários e governantes entendam definitivamente que os trabalhadores não são os responsáveis pela crise e, portanto, não terão seus direitos reduzidos.

A mobilização foi organizada pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), CUT, CTB, CONLUTAS, INTERSINDICAL, Fórum dos Servidores Públicos Estaduais do RS, Via Campesina, Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Marcha Mundial de Mulheres, UNE, UBES, DCE/UFRGS, DCEs, Grêmios Estudantis do Julinho e do Instituto de Educação e outros Grêmios.


Por: CUT e assessoria de Imprensa

 
   
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