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CAMPANHA SALARIAL DOS METALÚRGICOS DO RS
Mobilização em frente a Fiergs encerra vigília das 40 horas e dá início à Campanha Salarial 2010
Tá na hora de enfrentarmos a ganância patronal. O sucesso da nossa luta depende da nossa união
30/04/2010


A fria manhã de sexta, 30 de abril, em Porto Alegre, marcou o fim do acampamento e das 40 horas de vigília - alusão à luta pela redução da jornada - feita pelos metalúrgicos em frente à sede da Fiergs. Também marcou o início da Campanha Salarial 2010 da categoria no Estado.

Iniciada no fim da tarde do dia 28, e paralela a outras mobilizações feitas em frente à entidades patronais, por outras categorias, a mobilização dos metalúrgicos envolveu cerca de 300 metalúrgicos vindos de todas as regiões gaúchas, que se revezaram para montar, organizar e dar vida à vigília. A mobilização teve por objetivo chamar a atenção da opinião pública e pressionar as classes patronal e política a aprovar o projeto da redução da jornada.

Um ato político foi realizado a partir das 10h30min, momento em que dirigentes da CUT, CNM, Federação e sindicatos tiveram a oportunidade de falar sobre as questões que mais preocupam as bases metalúrgicas, como o arrocho salarial, o excesso de trabalho via horas-extras e banco de horas, o conseqüente adoecimento dos trabalhadores e trabalhadoras, e a dificuldade de negociação com o empresariado.

O dirigente sindical Celso Portela falou pelo nosso sindicato. Segundo ele, nesta campanha "não queremos só as perdas, só a inflação. Queremos negociar um bom aumento real para aumentar o poder aquisitivos dos trabalhadores e trabalhadoras metalúrgicas".

“É o momento de a gente ‘arrancar’ as 40 horas dos empresários. É a hora de acabarmos com os problemas na saúde dos trabalhadores. Os patrões estão ignorando estes problemas. Nem a CAT eles querem dar para quem se acidenta ou adoece em suas empresas. Só se importam com a produção e o lucro”, protestou Flávio de Souza, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e da Federação dos Metalúrgicos.

“Os empresários estão fazendo propaganda enganosa dizendo que a redução da jornada vai prejudicar a classe trabalhadora, gerar desemprego, mas o Dieese e outros institutos de pesquisa mostram o contrário. Queremos as 40 horas, sem banco de horas. Temos que derrubar o Fator Previdenciário e os laudos técnicos arranjados e apresentados pela empresas”, conclamou Loricardo de Oliveira, falando pela CUT.

Pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos, Claudir Nespolo conclamou a categoria para participar, no dia 18 de maio, de uma grande mobilização nacional pelas 40 horas semanais. O dirigente também denunciou o déficit zero do Governo Yeda Crusius gerado a partir da ausência de investimentos. “Até o dinheiro enviado pelo Governo Federal para combater os problemas da Saúde Pública o Governo Yeda colocou no caixa único do Estado.

Para o presidente da Federação dos Metalúrgicos, Milton Viário, “o sucesso da nossa campanha salarial depende da nossa união, pois está claro que a estratégia patronal agora é dividir a nossa categoria. Não faremos acordos em separado. Queremos as mesmas conquistas para toda a categoria. Está na hora de enfrentarmos a ganância patronal. Talvez tenhamos de realizar mobilizações mais fortes e mostrar o tamanho do prejuízo para os patrões, caso eles não atendam nossas reivindicações”.

Neste ano, os metalúrgicos do RS querem a valorização dos salários e pisos, redução da jornada de trabalho sem redução de salários, limitação das horas-extras, mudança da data-base para setembro e ampliação da licença-maternidade para seis meses.


Por: Assessoria de Comunicação Social

 
   
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