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METALÚRGICOS MOBILIZADOS EM TODO O ESTADO
Sindicatos realizam assembleias nas portas de fábrica para avaliar propostas
Diretoria apoiou mobilização que parou duas fábricas em Canoas
10/06/2010


As campanhas salariais dos metalúrgicos do RS, diante da intransigência patronal, estão entrando numa fase de acirramento das mobilizações. Em praticamente todas as bases metalúrgicas, os trabalhadores e trabalhadoras estão realizando assembleias nas portas de fábrica para avaliar propostas, fazer pressão e se preparar para mobilizações mais fortes, caso os patrões continuem intransigentes. E essas mobilizações estão unificando a ação dos sindicatos, aflorando o caráter solidário da categoria.

Na manhã de ontem, uma grande mobilização foi realizada na Ferrabraz e hoje a diretoria do nosso sindicato foi apoiar e reforçar a mobilização dos metalúrgicos de Canoas (veja foto acima), que realizaram assembléia nos portões da Agco e MWM International para rejeitar, por unanimidade, a proposta patronal de 6,5% de reajuste nos salários e 8% nos pisos salariais da categoria. Na manhã de hoje, cerca de 1.800 trabalhadores e trabalhadoras atrasaram a entrada em cerca de 40 minutos.


Assim como aqui na base de Sapiranga e Região, na base de Canoas a campanha salarial arrasta-se desde abril. De lá para cá, apesar das mobilizações e do esforço do sindicato, e diante de um quadro bastante positivo da economia, os empresários ofereceram apenas a proposta rejeitada, muito abaixo daquilo que a categoria entende ser justo, ou seja, 10% e 14%, respectivamente.

Segundo Flávio José Fontana de Souza, o Flavião, presidente em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos, “a proposta de 6,5% mal repõe a inflação do ano”. Para ele, as empresas estão faturando como nunca e estão projetando um crescimento superior a 10% na produção e no faturamento. O DIEESE, com base em dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostra um crescimento extraordinário da produtividade e uma queda significativa do rendimento médio dos trabalhadores. Além disso, o piso dos metalúrgicos já está quase empatando com o piso regional. “Isto é uma vergonha. Não queremos negociar esmolas e sim um reajuste decente, que melhore o poder aquisitivo da categoria e diminua o achatamento salarial dos últimos anos, imposto pela alta rotatividade de pessoal nas fábricas”, completou.

Mauri Schorn, presidente do nosso sindicato, conclamou a categoria a ser cada vez mais participativa e consciente de que "só com união e organização vamos conquistar bons acordos coletivos".


Por: Assessoria de Comunicação do Sindicato

 
   
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