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CAMPANHA SALARIAL 2010
METALÚRGICOS TERÃO 8% DE REAJUSTE SALARIAL
Categoria também conquistou ampliação do adicional noturno e auxílio-creche
13/07/2010


Reunidos em assembleia geral na noite da quinta-feira, 8 de julho, os metalúrgicos decidiram por unanimidade aprovar a proposta amadurecida na mesas de negociação, realizadas entre representantes patronais e dos trabalhadores, colocando um fim na campanha salarial deste ano.

Entre as principais conquistas está o reajuste salarial de 8%, sendo 5,5% retroativos a 1° de maio (data-base da categoria) e o restante a partir de 1° de agosto. Tal reajuste repõe as perdas causadas pela inflação entre maio/2009 e abril/2010, segundo o INPC, e garante um aumento real de 2,38% para toda a categoria.

Neste ano, além do reajuste acima da inflação, os metalúrgicos de Sapiranga, Araricá e Nova Hartz conquistaram dois importantes avanços em sua convenção coletiva. O primeiro é a ampliação do adicional noturno para até às 7 horas da manhã, beneficiando os trabalhadores dos turnos da noite. O segundo é o auxílio creche de R$ 100,00 por um período de 18 meses a contar do retorno da licença-maternidade, para as trabalhadoras com idades acima dos 16 anos das empresas com mais de 20 empregadas e que não possuam creche própria ou convênio com creches municipais ou particulares.

“União, organização e disposição de luta dos trabalhadores foram fundamentais para a conquista”

Apesar de a conjuntura nacional ser favorável para grande parte das empresas, não foi fácil arrancarmos um reajuste que fosse considerado digno por todos nós. Mais uma vez os patrões endureceram na mesa de negociações, o que fez com que tivéssemos que nos mobilizar para atingir o objetivo.

Devido à crise econômica mundial, entre o segundo semestre de 2008 e o primeiro de 2009, a nossa base metalúrgica foi muito prejudicada pela onda de demissões, perda ou flexibilização de benefícios e direitos, e arrocho salarial via rotatividade de pessoal. Por isso, precisávamos conquistar um bom dissídio, com aumento real e avanços nos benefícios.

Embora não tenhamos conseguido conquistar integralmente o que queríamos, podemos afirmar que o dissídio coletivo acordado foi muito bom porque conquistamos aumento real nos salários, a ampliação do pagamento do adicional noturno para as 7 horas da manhã e o auxílio creche para parte das companheiras mães de nossa categoria.

Cabe mais uma vez ressaltar: se não fosse a união, a organização e a disposição de luta não só do sindicato e sua diretoria, mas de todos os trabalhadores e trabalhadoras das fábricas de nossa categoria, que não tiveram medo de atender o chamado à mobilização, dificilmente a gente iria conquistar a recuperação dos salários e estes importantes avanços. A categoria provou que não estava com medo e que valia a pena se mobilizar, pois seria recompensada com um bom dissídio.

As principais cláusulas do nosso dissídio

CLÁUSULA 3ª - SALÁRIO NORMATIVO
Para vigorar a partir de 1º/05/2010, um salário normativo no valor de R$ 2,70 por hora, devido na admissão, e no valor de R$ 2,85 por hora, a vigorar no 1° dia do mês seguinte ao que o empregado completar 60 dias de trabalho na mesma empresa. Estes valores serão elevados, em 1º/08/2010, para R$ 2,75 e R$ 2,94 por hora, respectivamente. Ao aprendiz, fica estabelecido um salário normativo no valor de R$ 2,34 por hora.

CLÁUSULA 9ª - ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO
O Adicional por Tempo de Serviço é mantido em 3%, a incidir sobre a remuneração mensal do empregado beneficiado, por quinquênio completo de efetivo serviço prestado à respectiva empregadora.

CLÁUSULA 10ª - ADICIONAL NOTURNO
O adicional noturno é devido no percentual de 20%. Quando a jornada for cumprida em horário noturno e houver prorrogação daquela, o período de prorrogação será considerado até, no máximo, às 7 horas da manhã, e também estará sujeito à contagem para o fim de pagamento do adicional noturno.

CLÁUSULA 11ª - ESTUDANTE
Para os empregados que, em 1º/08/2010, passarem a perceber salários inferiores a 3 vezes o valor do salário normativo admissional e que comprovem estar matriculados e frequentando curso de ensino que forneça certificado de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior, as empresas concederão um auxílio escolar em uma única parcela, até 15/09/2010, no valor equivalente a 50% do salário normativo admissional, vigente na época do pagamento (R$ 302,50). O empregado interessado deverá formular requerimento à respectiva empregadora, anexando certificado de matrícula e frequência, até 10 dias antes da data antes prevista para o pagamento.

CLÁUSULA 14ª - AUXÍLIO CRECHE
As empresas com, no mínimo, 20 empregadas com mais de 16 anos de idade e que não possuam creche própria ou convênio com creches municipais ou particulares, deverão reembolsar diretamente à empregada as despesas comprovadamente havidas com a guarda, vigilância e assistência de filho(a), inclusive o legalmente adotado, em creche que preencha os requisitos legais, de sua livre escolha, até o limite de R$ 100,00, por filho(a), pelo período de 18 meses, contados do retorno do auxílio maternidade.

CLÁUSULA 23ª - HORAS EXTRAS
As duas primeiras horas extras trabalhadas no dia serão remuneradas com um adicional de 50%, incidente sobre o valor da hora normal. As horas extras que ultrapassarem a esse limite serão remuneradas com um adicional de 100%, incidente sobre o valor da hora normal.

OPINIÃO: “Uma campanha salarial vitoriosa”

Este ano os trabalhadores metalúrgicos mostraram a sua força nas negociações da campanha salarial. Os bons resultados se devem às mobilizações fortes da categoria, que conseguiram quebrar o padrão de reajuste de menos de 7% imposto pelos sindicatos patronais.

Para o presidente da Federação dos Metalúrgicos, Milton Viário, os avanços foram fruto das paralisações que aconteceram em todo o Estado, atrasando o início das jornadas de trabalho em até duas horas. “E a base de Sapiranga, Nova Hartz e Araricá teve um papel importante neste cenário. As conquistas obtidas pelos trabalhadores são devidas à participação intensa da categoria e do bom trabalho desenvolvido pelo sindicato, que conseguiu quebrar com a prepotência e imposição patronal, especialmente na Metalúrgica Altero, e mostrou coerência, firmeza e dedicação na defesa dos direitos dos trabalhadores”, afirmou Viário.

Outro fator positivo é que os acordos encaminhados nestas negociações definiram aumentos nos pisos salariais da categoria em índices muito superiores ao reajuste do piso salarial regional, que este ano ficou em apenas 6,9%.

Os metalúrgicos buscaram na campanha salarial de 2010 conquistar aumento real acompanhando o crescimento da indústria no país e no Estado. Os números divulgados por entidades patronais e por institutos de pesquisa apontam o excelente momento do setor. Neste caso, a categoria deve se manter na luta para que seja promovida a valorização do trabalho.


Por: Assessoria de Comunicação Social

 
   
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