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BRASILEIROS FAZEM HISTÓRIA
Dilma eleita primeira presidenta do Brasil
Honrar mulheres, erradicar miséria, fortalecer a economia e priorizar Saúde, Educação e Segurança
01/11/2010


Dilma promete honrar as mulheres, erradicar a miséria e fortalecer a economia. Educação, saúde e segurança serão prioridades em seu governo. Presidenta garante que irá negociar o reajuste do salário mínimo com as centrais

A presidenta Dilma Rousseff, eleita com mais de 55,7 milhões de votos, afirmou, durante pronunciamento após sua vitória, que fará um governo com foco na erradicação da pobreza, no fortalecimento da economia nacional e fará esforços por uma reforma política que eleve os valores republicanos.

A primeira mulher a assumir o comando do Brasil abriu seu discurso assumindo o compromisso de “honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural”, disse.

“Reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras. Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem. Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte. A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida”, afirmou.

A presidenta também alertou a nação que o reforço da economia brasileira terá que se dar pelo mercado interno, já que as nações desenvolvidas estão em dificuldades e continuarão assim por mais alguns anos e seguirão adotando medidas protecionistas. “No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas”, salientou.

Pré-sal

Dilma frisou que a riqueza do petróleo do pré-sal será direcionada principalmente para o desenvolvimento da nação e não será usado com projetos “efêmeros”. “O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas. Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas”, disse.

Ela reafirmou que se empenhará para melhorar a conduta política do Brasil e pediu apoio dos partidos políticos para aprovar uma reforma política. “Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, numa reforma política que eleve os valores republicanos, avançando em nossa jovem democracia”, discursou.

A petista também reforçou seu compromisso com a liberdade de imprensa, de expressão e de credo. “Quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento. Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras”, frisou.

Lula

Emocionada, Dilma falou sobre sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contou o que aprendeu com o maior líder que o país já teve.

“Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu pais e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida. Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós. Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta”, concluiu.



Dilma diz que educação, saúde e segurança serão prioridades em seu governo

A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), concedeu as primeiras entrevistas após a eleição de domingo (31) na noite desta segunda-feira (1º). Ela falou à TV Record e logo depois participou ao vivo do Jornal Nacional, da TV Globo. Band, SBT e Rede TV também devem exibir entrevistas exclusivas à presidente eleita. Durante a entrevista ao JN, a presidente eleita revelou que chorou por diversas vezes após ter confirmada a sua eleição.

À Record, Dilma afirmou que educação, saúde e segurança pública serão prioridades de seu governo. Ela começou respondendo que havia dormido bem, mas com sono leve, ainda emocionada pelo resultado da disputa eleitoral. Ela relembrou a emoção que sentiu ao discursar, quando mencionou o presidente Lula, seu principal apoiador. Recordou ainda outro trecho do pronunciamento após anúncio do resultado, quando disse que "sim, mulher pode (ser presidente da República)".

"Temos um avanço a conquistar na saúde e na área da segurança pública", resumiu. Ela promete convocar governadores para auxiliar a formatação dessas ações. Dilma ainda defendeu prioridade à educação para garantir o desenvolvimento do país.

Dilma evitou dar espaço a especulações sobre a composição de seu governo e a respeito de medidas tomadas em relação à economia. A primeira mulher presidente afirmou que pretende manter os princípios de controle de inflação praticados durante os últimos anos.

Economia

"Não brincaremos com a inflação", prometeu. "Vivemos um momento muito delicado (...), uma conjuntura de crise nos países desenvolvidos. É prudente manter as metas de inflação nos padrões vigentes", reiterou. Ela prometeu implantar um padrão de controle de gastos públicos, com o objetivo de manter uma "política criteriosa" relacionada à dívida pública e à taxa básica de juros (Selic).

A presidente eleita acredita que merece atenção a questão cambial. "Vamos acompanhar com rigor o processo de guerra cambial e a política de desvalorização em prática no mundo", avaliou. A reunião do G-20 (grupo dos 20 países mais industrializados do mundo, inclusive emergentes) na próxima semana será uma oportunidade para discutir a questão. Dilma deve acompanhar Lula a Seul, capital da Coreia do Sul.

"Um dos fatores que soluciona isso (políticas cambiais de desvalorização) é a relação multilateral e instituições fortes para proibir e forçar certos países a manter suas moedas abaixo da realidade", disse. O desafio é impedir que alguns países empreguem medidas pragmáticas, favoráveis apenas a suas próprias economias.

Dilma voltou a ser questionada sobre suas relações com a imprensa. Ela voltou a dizer preferir "as vozes críticas ao silêncio da ditadura". "Eu me entristeci em alguns momentos com a imprensa, mas acho que não cabe, da parte de quem quer que seja, principalmente de uma pessoa pública, qualquer tipo de crítica tentando coibir o que é dito", esquivou-se.

"(Isso) não impede que eu me sinta prejudicada em alguns momentos e proteste", esclareceu. Para ela, embora tenha se dado o direito de se defender quando atingida, ela sustentou não ter complacência com restrições à mídia. "Costumo dizer que o controle remoto é o melhor controle que pode ter, por parte da população, em relação à mídia", declarou.

Jornal Nacional

Em participação ao vivo no Jornal Nacional, da TV Globo, a presidente eleita assistiu a reportagens sobre a vida de sua família na Bulgária, a ajuda ao irmão que viveu naquele país - falecido em 2007 -, a vida da família no Brasil, sua infância, a tortura durante a ditadura, a carreira em cargos públicos e a campanha eleitoral.

Ao lado de Bonner na bancada, em Brasília, Dilma falou sobre os momentos que passou na prisão e da superação da ditadura no Brasil pela democracia. Agradeceu a oportunidade de trabalhar com o presidente Lula e realizar o sonho de sua geração de ver o Brasil crescendo.

Indagada por Fátima Bernardes sobre a aceitação inicial de sua indicação para concorrer à Presidência, Dilma afirmou que nunca imaginou ser presidente da República, mas que como cada brasileiro, deseja "dar sua contribuição aos milhões de brasileiros e brasileiras". "Sendo muito honesta, nunca imaginei ser presidente, sempre fui uma servidora da República", afirmou.

Sobre a emoção da notícia de sua vitória, Dilma se disse inicialmente anestesiada e admitiu que chorou diversas vezes.“Eu chorei depois, eu fui chorando aos poucos. Não chorei assim, de uma vez só. Eu chorei lá, quando eu falei (no pronunciamento da vitória), eu chorei um pouco. Eu chorei chegando em casa, bastante.” A petista também chorou quando se referiu a Lula, no domingo à noite. “Ali eu chorei. O pessoal disse que eu me contive; não, eu chorei por dentro e por fora um pouco.”

Dilma prometeu reunir-se nos primeiros dias de governo com os governadores para discutir saúde e segurança; também garantiu a manutenção do câmbio flutuante. Mas se mostrou preocupada com a guerra fiscal entre países.

Ao final, a presidente eleita reafirmou o compromisso de lutar pela liberdade de imprensa e manter boas relações com a imprensa.



Dilma garante que irá negociar o reajuste do salário mínimo com as centrais

A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta terça-feira (2) que irá negociar com as centrais sindicais a proposta de reajuste do salário mínimo do ano que vem. "Nós vamos de maneira sistemática valorizar o salário mínimo", afirmou a petista em entrevista ao "Jornal da Band". Ela também disse que quer discutir o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dilma afirmou que pretende manter a fórmula de reajuste que considera a inflação do ano anterior àquele em que é dado o aumento e o valor do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos anteriores. "Como o PIB do ano passado foi zero, a inflação seria o único aumento. Estamos discutindo com as centrais um aumento maior que esse", disse Dilma, sem citar o fato de que em 2010 o crescimento do PIB será alto, o que irá impactar no reajuste de 2012.

Ela voltou a dizer que pretende ser a presidente de "todos os brasileiros" e que vai conversar com a oposição."Eu farei todo o esforço no sentido de reunir o Brasil todo no crescimento do país", disse.

A presidente eleita afirmou que terá todo cuidado no preenchimento de cargos ao combinar "capacidade técnica e liderança jurídica" e também prometeu indicar o máximo de mulheres para cargos no governo.

Ela prometeu também tratar com rigor com desvios éticos em seu governo. "Quero deixar claro que, se houver falhas, as pessoas vão sofrer consequências." Sobre a questão agrária, ela disse que irá enfrentar a questão com equilíbrio. "Nós vamos resolver pela questão social", disse.


Por: Rede Brasil Atual

 
   
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