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ORGANIZAÇÃO SINDICAL
Regional da Federação promove debate sobre conjuntura e campanhas salariais
Cerca de 70 dirigentes dos sindicatos metalúrgicos da região participaram deste evento
30/11/2012


A Federação dos Metalúrgicos do RS, por meio da Coordenadoria Regional da Grande Porto Alegre, promoveu na manhã de hoje, sexta-feira, 30 de novembro, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Sapiranga, Araricá e Nova Hartz, um encontro com mais de 70 dirigentes sindicais metalúrgicos dos cinco sindicatos que fazem parte da região, com sedes em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Sapiranga.

O objetivo do encontro foi fazer uma avaliação da conjuntura apontando os desafios para 2013 e iniciar o planejamento das ações para o próximo ano, especificamente no que se refere às campanhas salariais.

O presidente de nosso sindicato, diretor e coordenador regional da FTM/CUT para a Grande Porto Alegre, Mauri Schorn, deu as boas-vindas e formou a mesa com os seguintes painelistas: Claudir Nespolo, presidente da CUT/RS, Drª Lídia Woida, assessora jurídica da FTM/CUT, Loricardo de Oliveira, da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, Jairo Carneiro, presidente da FTM/CUT e a economista do Dieese, Luana Bete. Num primeiro momento, eles abordaram questões da conjuntura política e econômica do Brasil, do Estado e da região.

Claudir Nespolo, da CUT, falou do neoliberalismo que vem atingindo em cheio os trabalhadores da Espanha, país visitado por ele há poucos dias. "Lá estão debatendo a privatização da saúde pública, o aumento da idade para aposentadoria e impondo uma lei que, entre outras coisas, vai criminalizar e impedir os movimentos sociais de se manifestarem", revelou. Nespolo também falou do poder econômico que vem sustentando as campanhas eleitorais, dificultando a eleição das candidaturas que representam a classe trabalhadora e comprometendo com seu projeto aqueles que conseguem se eleger.

Loricardo, da CNM/CUT, polemizou ao afirmar que muitos sindicatos ficam presos às questões internas, menos importantes, e não fazem uma profunda avaliação da conjuntura política e econômica para usar a seu favor, motivo pelo qual fazem o "feijão com arroz", fechando acordos sem muitos avanços. Para ele, os dirigentes têm de se apropriar das facilidades das mídias e das novas tecnologias para se comunicar melhor com a classe trabalhadora. "Não basta o panfleto. Temos que usar o rádio, a TV, as redes sociais e todas as outras plataformas de comunicação para contrapor a imprensa tradicional", disse. Na ocasião, anunciou que a CNM/CUT vai promover no início do próximo ano um debate nacional sobre Comunicação Sindical. Loricardo também falou que é necessário estudarmos os impactos das importações - principalmente da China - em nossa economia. Falou da importância de se perseguir a democracia no local de trabalho, o contrato coletivo nacional, a defesa do metalúrgico Lula e debater as estratégias dos metalúrgicos nas eleições sindicais de bases inorganizadas ou que estão na mão de sindicatos pelegos.

Luana, economista do Dieese, falou dos três atores principais na economia mundial: os Estados Unidos, a Zona do Euro e a China, principais destinos dos produtos brasileiros. Para ela, o ramo metalúrgico do RS está com a produção menor atualmente, mas está em crescimento. "O governo adotou uma série de medidas que estão beneficiando a indústria, o que ajuda a manter o PIB num índice importante. O emprego vai crescer de acordo com o crescimento do PIB", disse. Por fim, falou dos ganhos salariais (aumentos reais) que oscilaram de 2% a 4% e da perspectiva da inflação para as próximas campanhas salariais, algo em torno dos 5,2% a 5,9%.

Lídia , advogada da FTM/CUT, falou das novas súmulas que estão orientando as relações de trabalho, relacionadas à estabilidade da gestante, aviso prévio, intervalo para refeição, horas de sobreaviso, ultratividade das normas, entre outras. Também orientou os dirigentes sindicais sobre as regras do controle de ponto eletrônico.

Para Jairo Carneiro, presidente da FTM/CUT, não podemos aceitar situações como esta de o governo financiar empresas sem impor contrapartidas sociais, como a geração de empregos. “Temos que sair do ‘feijão com arroz’ e mudar a cultura de valorizar apenas a conquista salarial acima da inflação. Afinal, qual é a nossa estratégia de mobilizações para as campanhas salariais?”, questionou abrindo um debate sobre o assunto, que dividiu opiniões importantes, entre as quais antecipar o início das campanhas, avançar nas cláusulas sociais, ampliar as mobilizações nas fábricas e criar uma comissão para organizar as lutas nas regiões e no Estado.

O anfitrião Mauri Schorn concluiu lembrando que, nas pautas locais, é importante incluir propostas constantes na pauta nacional dos metalúrgicos e relacionadas ao Contrato Coletivo Nacional de Trabalho.


Por: Geraldo Muzykant - Assessoria de Comunicação Social

 
   
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