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PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO
Metalúrgica Altero não respeita funcionárias grávidas
Em ato público realizado em frente à empresa, sindicato denunciou: na Altero é proibido ser mãe
23/01/2013


O Sindicato dos Metalúrgicos de Sapiranga, Araricá e Nova Hartz promoveu na manhã desta quarta-feira, 23 de janeiro, um ato público em frente à Metalúrgica Altero para denunciar e protestar contra o tratamento dispensado às trabalhadoras que engravidaram e atualmente não encontram apoio nenhum por parte da empresa e suas chefias.

“Aqui na Altero, é proibido ser mãe, é proibido engravidar. As companheiras que quiserem gerar um filho, além de não ter nenhum apoio por parte da empresa, passam a sofrer situações de desprezo e perseguição. Mulher que engravida não é mais vista como uma colaboradora e, sim, como um estorvo”, denunciou Mauri Schorn, presidente do sindicato.

Schorn se baseia em casos passados e em dois novos casos para fazer esta declaração. Segundo ele, a empresa contrata muitas mulheres para a produção e tem um histórico de problemas relacionados às grávidas. “Estamos denunciando esta postura empresarial de preconceito e discriminação contra as mulheres grávidas para a ministra chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a gaúcha Maria do Rosário. Tenho certeza de que ela será sensível ao nosso apelo e vai, no mínimo, monitorar esta e outras empresas que não respeitam o direito à maternidade de nossas companheiras”, anunciou.

CASOS RECENTES

O primeiro caso recente diz respeito à funcionária Silmara da Silva. Ela trabalhava no Setor de Vendas. A partir do momento que informou sobre sua gravidez, a relação da chefia com ela mudou pra pior. Sua chefe fez questão de dizer que tinha “alergia a grávida” e passou a persegui-la. Embora tenham trocado esta grávida de setor (passou a trabalhar na produção), a empresa continuou impondo algumas dificuldades para a funcionária fazer consultas e exames neonatais.

O segundo caso diz respeito à funcionária Elione Gomes da Rosa, que esteve presente no ato público ao lado do presidente Mauri Schorn (foto). Ela trabalha na produção do turno da noite. Devido a algumas pequenas complicações da gravidez, seu médico recomendou que o ideal para sua saúde e saúde de seu bebê era ela trabalhar durante o dia. Em seguida, ela procurou o Setor de RH da empresa, que simplesmente ignorou sua presença e sua reivindicação. Outro descaso foi quanto ao assento reivindicado pela trabalhadora. Somente depois de cinco meses, por meio de uma requisição médica, a empresa acabou atendendo o pedido, evitando que ela trabalhasse o tempo todo de pé.

REIVINDICAÇÃO

O ato público realizado na manhã de hoje também teve o caráter reivindicatório. Em nome de todas as mulheres, especialmente as companheiras que pretendem gerar filhos, o Sindicato reivindica mais respeito, consideração e atenção por parte da empresa e suas chefias, que devem criar condições para que as futuras mães tenham toda a assistência e apoios possíveis.


Por: Assessoria de Comunicação Social

 
   
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