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Reajuste de 4,5% decepciona aposentados
22/08/2012

Aumento anunciado pelo governo é inferior à alta deste ano nos preços de remédios e pães, por exemplo


Alimentos e remédios são essenciais para se manter a saúde e, quando a idade está avançada então, isso é ainda mais importante. Mas, pelo visto, a presidente Dilma Rousseff não pensa dessa forma. Mesmo diante do aumento médio de 7,5% no preço do pão e dos remédios, somente este ano, por exemplo, o reajuste para os aposentados que recebem acima de um salário mínimo (R$ 622) deve ficar em torno de 4,5% - próximo ao índice da inflação -, ou seja, bem abaixo dos serviços que exigem gastos dos aposentados. A presidente vetou a emenda da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que daria valorização real aos benefícios acima de um salário.

Diante dessa situação, os aposentados do INSS prometem até acionar a Justiça para garantir a recomposição do poder de compra perdido pela categoria. Eles vão brigar para garantir reajuste similar reservado a que ganha o piso, ou seja, 7,35%, com o mínimo passando a R$ 667,75.

A intenção, anunciada pelo presidente do Sindicato dos Aposentados da Força Sindical, João Batista Inocentini, é fazer representação junto ao Ministério Público Federal (MPF) em busca de reajuste melhor para 8 milhões de segurados. “Ou o Governo assume em aceitar negociar conosco ou entramos com ação na Justiça para recuperar o poder de compra”, critica Inocentini.

Para o assessor econômico da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap), Maurício Oliveira, a hora é de pensar em estratégias para 2014. “Somos uma classe maldita para Dilma. O jeito é começar a negociar para 2014. Veto de presidente é impossível derrubar”, avalia Oliveira, que prevê com esse achatamento mais 400 mil segurados recebendo o piso no País.

O aposentado Amintas Prates, 84 anos, está revoltado. ”É uma total falta de respeito com quem trabalhou uma vida inteira. Não dá para entender por que uma presidente da República ignora tanto uma categoria como os aposentados. Eu mesmo gasto muito com remédios e alimentação. Conceder um aumento de 4,5% para nós, enquanto a classe política ganha salários de milhões, é humilhante”, lamenta. (Com informações de agências)

Aumentos de matar

1 - Enquanto os aposentados brigam por um reajuste de pelo menos 7,35% nos seus benefícios, o preço dos alimentos e outros serviços subiu até 8%, em média, nos últimos meses.

2 - O pão francês, por exemplo, aumentou em torno de 7%. O reajuste médio nas tarifas dos Correios foi de 7,5%. O mesmo aplicado para telegramas nacionais e internacionais.

3 - E nem ficar doente pode, já que os preços dos planos de saúde estão pela hora da morte. Os planos individuais ou familiares tiveram reajuste máximo de 7,93%.

4 - Isso sem falar nos combustíveis, que tiveram aumento de 5% no mês passado e ainda há previsão de um novo reajuste por aí

Por: gazetaonline.globo.com

 
   
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