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Metalúrgicos querem fim da desigualdade salarial
01/11/2012

A CNM/CUT realiza nos dias 6 e 7 a 1ª Conferência Nacional de Negociação Coletiva, com o objetivo de lançar a campanha pelo fim da defasagem salarial e de condições de trabalho nas diferentes regiões brasileiras

Acabar com a desigualdade salarial e das condições de trabalho entre os metalúrgicos é o objetivo principal da campanha que a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) deflagrará na próxima semana. A campanha será realizada em todo o país, tendo à frente os sindicatos dos metalúrgicos filiados à Confederação que, em conjunto, representam mais de um milhão de trabalhadores.Por isso, nas próximas terça e quarta-feira (dias 6 e 7), cerca de 180 dirigentes sindicais estarão reunidos na 1ª Conferência Nacional de Negociação Coletiva, na sede da CNM/CUT, em São Bernardo do Campo (SP).

Segundo o presidente da Confederação, Paulo Cayres, a ideia é a de construir uma pauta nacional articulada a ser discutida com as entidades empresariais e com o governo, visando acabar com as desigualdades salariais na categoria. “Será a primeira vez que uma pauta de negociação será construída por todos os presidentes de sindicatos filiados à confederação”, afirma.

Cayres ressalta que, enquanto o salário médio dos trabalhadores da Hyundai em Anápolis (GO) é de mil reais, na unidade da GM de Gravataí (RS) é de R$ 2,5 mil, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Já nas montadoras do ABC, a média salarial é de R$ 5,2 mil, sem contar a PLR.

“A descentralização das empresas é importante para gerar empregos pelo país, mas não podemos permitir que isso crie uma subdivisão de empregos”, diz Paulão. “Os trabalhadores de um lugar não são inferiores aos de outros”, completa.

Cayres lembra também que a CNM/CUT vem, há muito tempo, lutando pelo contrato coletivo de trabalho nacional da categoria e analisa que o momento é propício para intensificar esta luta, já que esta defasagem não tem mais justificativa. “As relações capital-trabalho amadureceram e o país está passando por um período de estabilidade econômica, apesar da crise que está atingindo países europeus e os EUA”, avalia o presidente da CNM.

Outros ramos

Para a Conferência, além de todos os seus sindicatos filiados, a CNM convidou também representantes de entidades de outros ramos, como químicos, vestuário, alimentação e construção civil e de outras centrais sindicais.
Durante os dois dias do evento, serão avaliadas as convenções coletivas de trabalho em vigor, para que se possa articular as reivindicações comuns para todos os sindicatos e regiões. Também serão apresentadas as experiências de duas categorias que têm negociações nacionais, os bancários e os petroleiros.

Ao final do evento será elaborado um documento conjunto, que será entregue ao ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e deflagrada a campanha nacional.

Por: Solange do Espírito Santo - CNM/CUT

 
   
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