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Venda da Azaléia deixa sapateiros em alerta
17/07/2007

Porto Alegre - A venda da fábrica de calçados Azaléia para o grupo Vulcabrás deixou em alerta os sapateiros do município gaúcho de Portão, região metropolitana. A empresa emprega cerca de 700 pessoas na sua unidade, que confecciona tênis.

A direção da Azaléia garantiu aos sapateiros que não devem ocorrer demissões na fábrica. No entanto, o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Calçados e Vestuário, José Carlos Pereira, afirma que os trabalhadores ficarão em alerta.

"A gente sabe o que aconteceu com a Grendene, de Farroupilha. Daí o nosso medo. Estamos convictos de que, o que é produzido em Portão, é mais qualificado. A nossa impressão é de que, neste momento, pelo menos, não tenha problema", diz.

Os trabalhadores temem que a Vulcabrás, de propriedade de Pedro Grendene, siga a tendência das outras fábricas de sapatos, que fecharam suas unidades no Rio Grande do Sul e instalaram no Nordeste do país. Desde 2005, já são mais de 20 mil sapateiros desempregados na região do Vale dos Sinos, um dos maiores pólos exportadores do setor.

José Carlos lembra que a própria Grendene já provocou desespero entre os trabalhadores, quando fechou uma fábrica em Farroupilha no início dos anos 2000, demitindo cerca de sete mil pessoas. A unidade foi levada para Sobral, no Ceará, por ser a mão-de-obra mais barata e pelos incentivos fiscais concedidos pelo governo daquele Estado. Mais da metade da produção da Grendene está concentrada hoje no Nordeste.

"Eles venderam, foram embora e terminou. Não ficaram devendo nada para ninguém, só que a questão social nem passou pela cabeça", diz.

A Vulcabrás anunciou a compra da Azaléia na quinta-feira passada, adquirindo quase 100% das ações ordinárias, que dão direito a voto. Com a compra, a empresa de Pedro Grendene tem mais de 51% do capital da Azaléia, transformando-se na maior potência de calçados no Brasil. A Vulcabrás é distribuidora oficial da Reebook no país. Somente em 2006, registrou uma receita líquida de R$ 444, 64 milhões.

Por: Agência de Notícias Chasque

 
   
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