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Falta de respeito e de civilidade patronal marca primeira reunião de negociação
07/06/2013

O que os patrões fariam com um trabalhador que demonstrasse preguiça, desinteresse, desconsideração, não cumprimento de normas, falta de respeito? Provavelmente, se pudessem, demitiam sumariamente o infeliz por justa causa, não sem antes xingá-lo de vagabundo, dizendo que ele causou prejuízos! E quando é o contrário, ou seja, os trabalhadores sendo vítimas deste tipo de postura por parte dos patrões, o que fazer?

Nossa categoria se reuniu em assembleia em abril, definiu uma pauta de reivindicações e a encaminhou para o sindicato patronal naquele mesmo mês. Depois, como praxe, ficou aguardando um retorno e a abertura de um processo de negociação. A data e o mês data-base (maio) passaram e nada de negociação. Enquanto outras bases já haviam feito de cinco a sete reuniões, a base de Sapiranga nenhuma, tornando-se vítima da falta de ação dos patrões.
Somente no dia 5 de junho, várias semanas depois, o sindicato patronal dignou-se a reunir com os representantes dos trabalhadores. Porém, estes, nesta primeira reunião, foram recebidos pelo presidente do Sindicato Patronal de forma desrespeitosa e com uma má vontade muito grande. Mostrou a falta de interesse da patrãozada para negociar o dissídio e uma total falta de respeito para com os trabalhadores/as da categoria, que aguardam ansiosos o fechamento de uma boa Convenção Coletiva. Depois, o presidente da patronal disse que a proposta salarial de 10%, sendo 7,16% para repor perdas inflacionárias, foi considerada “absurda” pelos empregadores, assim como as outras reivindicações da pauta. Desinformado, ignorou os recentes dados da economia, inclusive divulgados pela CNI (maior entidade patronal do país), dando conta do crescimento da atividade e do faturamento industrial. Reclamou da “situação” da economia e do governo do Estado, que estabeleceu um piso regional “elevado” (será que ele viveria com um salário de R$ 837,40 por mês?), afirmando que as indústrias (sem dizer quais) estariam deixando o Estado para se estabelecer em outros lugares (o que acontece há muitos anos por causa da guerra fiscal, que faz a alegria da patrãozada). Por fim, sem noção, reclamou de Lula (que está há mais de dois anos fora do governo), acusando-o de só dar incentivos aos empresários do setor automobilístico. Diante de qualquer intervenção dos nossos dirigentes sindicais, o dirigente patronal respondia agressivamente ou com desdém, como se somente suas opiniões tivessem respaldo técnico. Quando a assessora do DIEESE apresentou números e avaliações técnicas feitas inclusive pela FIERGS acerca da economia, ele sorriu de forma irônica e perguntou se ela era mesmo economista. Ou seja, em momento algum a entidade patronal demonstrou qualquer interesse em iniciar uma negociação com os trabalhadores, manifestando sua empáfia e prepotência, o que fez com que os dirigentes sindicais saíssem da reunião perplexos com tamanha falta de educação e civilidade.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Sapiranga repudia a atitude dos representantes do Sindicato Patronal e vai lutar para garantir o direito, garantido por lei, de negociar. Os trabalhadores da região merecem respeito e valorização pelo suor que deixam no chão de fábrica.
A Federação dos Metalúrgicos resolveu publicar e enviar para outras instituições sindicais, inclusive patronais, uma nota de repúdio contra o dirigente empresarial e a entidade a qual ele representa.

Por: Assessoria de Comunicação Social

 
   
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