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CNI desmente choradeira dos patrões de Sapiranga e evidencia despreparo dos mesmos para a negociação
10/06/2013

O presidente do sindicato patronal desqualificou na mesa de negociação do dissídio os dados da economia apresentados pelo Dieese, se queixou do governo e fez o discurso da terra arrasada. Só que muitos destes indicadores também foram informados pela maior entidade empresarial do país, a CNI, desmentindo a sua choradeira. A entidade diz que a economia está bem e melhorando. Também elogia as medidas governamentais, especialmente as desonerações. Pelo jeito, está todo mundo errado e só o presidente do sindicato patronal está certo.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou no dia 11 de junho passado que o nível da atividade industrial cresceu na maioria dos setores industriais, isto porque as horas trabalhadas avançaram 2,9% em abril deste ano, na comparação com o mês anterior, o maior crescimento do índice desde março de 2010, quando avançou 3%. Nos quatro primeiros meses de 2013, a alta foi de 0,5% nas horas trabalhadas.

O faturamento da indústria também teve alta de 5% no mês passado, o mesmo patamar de crescimento registrado em agosto de 2012 e o maior valor desde fevereiro de 2011. Os números da CNI também mostram crescimento do emprego na indústria, que avançou 0,1% em abril, e da massa salarial real nos trabalhadores do setor - indicador que registrou alta de 0,4% no mês retrasado. No acumulado do ano, o emprego industrial subiu 0,5% e a massa salarial cresceu 1,8%.

Também subiu em abril o nível de uso do parque fabril da indústria (capacidade instalada). O indicador terminou o mês em 83,3%, com alta de 0,7 ponto percentual frente a março deste ano, quando estava em 82,6%. O patamar de abril, do nível de uso do parque industrial, segundo a entidade, é o maior desde junho de 2011.

Cinco dias antes, 6 de junho, a CNI já havia informado que as desonerações e outras medidas adotadas pelo governo federal reduziram o ritmo de crescimento dos custos da indústria. Segundo a entidade patronal, a alta foi de 5,8% no primeiro trimestre em relação a igual período de 2012. No terceiro trimestre do ano passado, chegou a 8,2%, ante igual período de 2011. “A perda no ritmo de aumento das despesas da indústria foi causada, sobretudo, pelas reduções promovidas pelo governo. O custo com energia, por exemplo, baixou 1,8% no primeiro trimestre do ano frente ao mesmo período de 2012, e com capital de giro recuou 22,5% na mesma comparação. Os custos com tributos também subiram menos: o valor dos impostos na indústria cresceu apenas 1% no primeiro trimestre deste ano frente ao primeiro trimestre de 2012. A desoneração da folha de pagamentos e a redução de impostos contribuíram para essa perda de ritmo de crescimento dos custos tributários observada desde o último trimestre de 2012, quando houve alta de somente 0,3% no indicador frente a igual período de 2011”. A CNI informa ainda que foi o segundo trimestre seguido em que os custos aumentaram menos que os preços dos produtos (7,6%), combinação que, lembra a entidade, permite a recuperação da margem de lucro. “Essa melhora na margem de lucro é fundamental para que as indústrias possam executar seus projetos de investimento”, afirma.

Por: Assessoria de Comunicação Social

 
   
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