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No Dia Nacional de Lutas, classe trabalhadora mostra capacidade de organização e pára o RS
15/07/2013

Os grandes meios de comunicação bem que tentaram minimizar as mobilizações do Dia Nacional de Lutas, dizendo que elas foram um fracasso. Fizeram isto a mando de grandes corporações que sustentam seus jornais e emissoras de rádio e TV e porque estas mobilizações acabaram mexendo com o poder econômico do país, diferente de outras recentemente realizadas, que não tinham comando formal e eram realizadas nos fins de tarde, quando a maioria das indústrias e comércios já haviam encerrado seus expedientes. O certo é que o Rio Grande parou no dia 11 de julho, principalmente a região metropolitana de Porto Alegre, onde o transporte, o comércio, as escolas e as indústrias não funcionaram plenamente porque muita gente deixou de comparecer ao trabalho.

O 11 de julho, Dia Nacional de Lutas, foi um dia histórico para a classe trabalhadora brasileira. Aqui no Estado, desde a madrugada, trabalhadores de diversas categorias foram para as ruas paralisar empresas e garagens de ônibus. Os manifestantes também bloquearam estradas: 23 rodovias tiveram o tráfego interrompido ao longo do dia no Estado. As atividades mudaram a rotina de diversas cidades gaúchas, principalmente na região metropolitana de Porto Alegre. Coordenados pelas centrais sindicais, milhares de trabalhadores espalhados em vários pontos da região participaram dos atos e mobilizações. A militância contribuiu no trabalho de convencimento dos condutores de veículos, especialmente os motoristas e cobradores das principais empresas de ônibus a aderir ao movimento e a sustentar a greve geral na região.

O nosso sindicato e a CUT tiveram importância fundamental nas mobilizações deste dia histórico. Dirigentes do nosso sindicato concentraram-se na BR 116 desde a madrugada, trabalho que se estendeu até o final da manhã. Este tipo de mobilização também foi realizada em outras cidades como Porto Alegre, Canoas, Eldorado do Sul, Cachoeirinha e em Sapucaia do Sul, onde o dirigente sindical metalúrgico de São Leopoldo João Brum foi intencionalmente atropelado de madrugada, quando participava de um bloqueio junto à BR 116. Apesar disso, todas as mobilizações com a participação de metalúrgicos foram ordeiras e pacíficas, sem as badernas e depredações vistas em outras recentes mobilizações populares.

A partir do início da tarde, a CUT realizou marchas que partiram de vários pontos da região metropolitana e da capital. O destaque ficou por conta da marcha iniciada às 14 horas, no Monumento do Laçador, em Porto Alegre, que também teve a participação de metalúrgicos de Sapiranga. A caminhada percorreu toda a extensão da Av. Farrapos até o Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público, onde militantes de outras centrais, categorias e movimentos populares e estudantis realizaram um grande ato público até o final da tarde. Durante todo o trajeto da marcha, dirigentes sindicais lembravam a pauta da classe trabalhadora que inclui bandeiras como o fim do Fator Previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário, a rejeição ao projeto de lei que amplia a terceirização e uma ampla reforma política precedida por um plebiscito popular.

O presidente do nosso sindicato e coordenador regional da CUT Vale do Sinos, Mauri Schorn, considerou o 11 de julho um dia histórico. "Mostramos para a sociedade que quem convoca e promove greves são as entidades sindicais e não gente que se esconde atrás de máscaras e redes sociais. Provamos que os trabalhadores organizados e unificados podem parar o país quando for necessário, quando os poderosos não quiserem nos ouvir, enfim, considerar nossas reivindicações. No 11 de julho, o governo, os parlamentares e o empresariado foram obrigados a ouvir nossa pauta unitária. Se não derem atenção à ela, a CUT e outras centrais vão intensificar ainda mais as mobilizações que mexem com o poder político e econômico do país", declarou.

Por: Assessoria de Comunicação Social

 
   
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