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Tarifas mais altas para o calçado importado: Integrantes do Mercosul aprovam alíquota de 35% para importados como forma de proteger o produto nacional
20/07/2007

Calçadistas brasileiros comemoram a aprovação do aumento da tarifa de importação para calçados que ingressam em países do Mercosul.

A elevação da alíquota - de 20% para 35% - é reivindicada pelo setor há cerca de dois anos, mas precisava ser aprovada por todos os integrantes do Mercosul. A vitória foi obtida na terça-feira, depois de reuniões de representantes brasileiros no Uruguai, único país que ainda não havia se manifestado a favor da medida.

Elcio Jacometti, um dos vice-presidentes da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), salienta que a decisão é importante porque protege o mercado nacional, principalmente, de produtos chineses:
- Não se trata de reserva de mercado, mas de um meio de nos proteger.

A nova Tarifa Externa Comum do Mercosul não passa a valer imediatamente. Com a posição favorável da Argentina e a aprovação do Paraguai, na semana passada, ainda precisa ser debatida entre ministros de relações exteriores de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A reunião, por videoconferência, ainda não está agendada, mas deve ocorrer nas próximas semanas. Será uma forma de oficializar as decisões já tomadas individualmente pelos integrantes do grupo. Aprovado o aumento, a Câmara de Comércio Exterior brasileira editará uma resolução. A nova tarifa, afirma a assessoria de imprensa da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, vigorará a partir da data de publicação da resolução.

Medida ajuda a evitar a concorrência desleal

O aumento da tarifa é uma das ações apontadas por calçadistas como forma de amenizar a crise pela qual passa o setor, ocasionada principalmente pela desvalorização do dólar frente ao real e pela concorrência de produtos chineses.

Na avaliação de Sérgio Baccaro Júnior, gerente de Marketing da West Coast, de Ivoti, o aumento da tarifa ajuda a evitar uma concorrência desleal no mercado interno e faz parte de um processo de ajuste da concorrência.

Baccaro salienta, no entanto, que calçados vindos, principalmente da Ásia, ingressam no Brasil com valores considerados irreais (US$ 0,50 o par) e nos quais o aumento da taxa de importação não traz grande repercussão. O gerente da empresa, que tem 70% da produção voltada ao mercado interno, descreve como desleal a concorrência:
- A nossa grande luta é pela implantação de uma tabela de preços que determine o valor mínimo de calçados importados. O instrumento serviria como referência para a fiscalização e evitaria a entrada de sapatos com valores inexplicáveis, com preços que se sabe são inviáveis.

Por: Jornal Zero Hora

 
   
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