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Centrais sindicais encaminham para o Governo Tarso pauta de reivindicações do salário mínimo regional
24/10/2013

Unidos, os representantes da classe trabalhadora gaúcha reivindicam aumento de 16,81%, a partir de janeiro de 2014, inclusão de novas categorias, ainda não contempladas com a criação de novas faixas, e alteração de faixas de categorias que apresentem defasagem na atual

O governador Tarso Genro recebeu, nesta quarta-feira (23), no Palácio Piratini, representantes de centrais sindicais para audiência sobre reajuste e criação de duas novas faixas no piso regional. Esse foi o terceiro encontro entre governo e representantes das diversas categorias profissionais. O reajuste solicitado pelas centrais para salário mínimo regional é de 16,81%, para vigorar a partir de janeiro de 2014. Além do governador, participaram do encontro secretários de Estado, deputados estaduais, técnicos do Dieese e representantes das centrais sindicais CUT, CTB, UGT, NCST e FS, e dirigentes do sindicato metalúrgicos de Canoas, entre os quais o presidente Paulo Chitolina, Cledenir Dias Paim e Paulo César Fortes Francisco.

Na ocasião, Tarso Genro saudou a união das centrais em torno de um tema tão importante e disse que é um orgulho como governante ver no Palácio Piratini a presença de centenas de trabalhadores reunidos.

Para o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) do Rio Grande do Sul, Ricardo Franzoi, "o ambiente de negociação não é igual e, na maioria das negociações, o empresariado tem mais força, por isso precisamos de uma política pública para distribuir renda no país. A negociação neste governo andou muito bem e nós esperamos que continue assim nos últimos anos. O universo de trabalhadores que dependem do salário mínimo regional é de 1,2 milhão no mercado formal", disse.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Claudir Nespolo, disse que boa parte da produtividade da indústria gaúcha está vinculada às políticas que o Governo teve capacidade de discutir e implementar, fortalecendo as cadeias produtivas do Estado, gerando desta forma mais respeito e emprego. "O que questionamos é a distribuição dos ganhos, já que o empresariado ganhou muito com a política de desenvolvimento do governo, o advento da valorização do salário mínimo nacional e a retomada da valorização do piso regional, isto é, nunca se conseguiram tantos postos de trabalho no Brasil", disse.

"A gente não acha que a valorização do salário seja uma determinante isolada, ela é, sim, uma determinante combinada com iniciativas anteriores da sociedade, por isso nós não temos nenhum problema de colocar na pauta os 16,81%, considerando o avanço que teve inclusive o setor empresarial", complementou Nespolo, que ressaltou ainda que o atual Governo recupera o padrão de um Estado indutor do desenvolvimento.

As centrais sindicais entregaram ao governador um documento com as seguintes solicitações:
- reajuste total de 16,81% para janeiro de 2014;
- inclusão de novas categorias, ainda não contempladas com a criação de novas faixas;
- alteração de faixas de categorias que apresentem defasagem na atual;
- colocação do piso na Constituição do Estado, estabelecendo critério de reajuste geral, levando-se em conta o crescimento da economia nacional e estadual, mais a inflação;
- incluir na legislação a garantia do piso como vencimento mínimo aos servidores públicos do Estado.

Abrangendo mais de 1,2 milhão de trabalhadores, o salário mínimo regional tem, atualmente, quatro faixas salariais. Na faixa 1 os trabalhadores recebem R$ 770,00, com a faixa 2 ofertando R$ 787,73. Na faixa 3, o mínimo regional é estipulado em R$ 805,59, com R$ 837,40 sendo praticado na faixa 4. As centrais sugerem a criação de outras duas faixas. Na faixa 5, valor de R$ 1.200 para técnicos de nível médio nas áreas de contabilidade, enfermagem, transações imobiliárias, secretariado, farmácia, radiologia, laboratório, higiene dental, entre outras profissões. Na Faixa 6, entre R$ 1.950,00 e R$ 2.300.00, para profissionais de nível superior, como farmacêuticos e secretários executivos.

Por: Assessoria de Comunicação Social

 
   
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