Bom dia! Hoje é quarta-feira, 05/08/2020.
 
CUT Nacional
CUT RS
CNM/CUT
FTMRS
Gross & Klein


RETROSPECTIVA 2013 - Veja aqui os principais fatos do ano na visão do sindicato
27/12/2013

2013 foi um ano de muita luta e trabalho, marcado por intensas mobilizações da classe trabalhadora e da sociedade em geral. Nosso sindicato teve presença destacada nestas mobilizações estaduais e nacionais que reivindicavam avanços em salários, condições de vida e trabalho, benefícios e direitos sociais e trabalhistas. Sempre esteve presente nas fábricas, nas mesas de negociação, nas audiências da Justiça do Trabalho e nos fóruns de discussão e decisão dos principais interesses de nossa classe.

Nosso sindicato não descuidou de outras lutas e demandas de interesse da categoria, que geraram conquistas importantes. Entre as quais, a luta pela valorização do piso regional, a isenção do IR nas PLRs abaixo de R$ 6 mil, o estatuto da juventude, o vale cultura, o reajuste do seguro desemprego, a manutenção da multa de 10% do FGTS para os patrões, a redução dos preços das taxas de luz, as batalhas jurídicas pela desaposentação e perdas do FGTS, a desoneração de produtos da cesta básica e a luta para que os governos Dilma e Tarso investissem no desenvolvimento e no emprego do Estado, motivo pelo qual anunciaram a vinda de uma montadora de caminhões para Guaíba, a lei do passe livre estudantil, a vida de médicos estrangeiros pelo Programa Mais Médicos, a assinatura de contratos para construção de plataformas nos polos navais e o fim de cobrança de pedágios em algumas importantes rodovias gaúchas, entre outros avanços. Veja abaixo um resumo desta trajetória de luta e realizações.


JANEIRO

O início do ano foi marcado por uma tragédia gaúcha. 242 jovens morreram queimados ou intoxicados no incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria. A partir daí, muitas empresas tiveram de considerar as reivindicações dos sindicatos e dos cipeiros por melhores condições de segurança e trabalho nas fábricas.
O governo manteve a política de valorização do salário mínimo, elevando-o para R$ 678,00, e sancionou a lei que reduziu as contas de luz.
O nosso sindicato promoveu um ato público em frente à Metalúrgica Altero para protestar contra o tratamento dispensado pelas chefias às trabalhadoras, principalmente as que engravidaram e não encontraram apoio nenhum por parte da empresa.

FEVEREIRO

O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), Paulo Cayres, o Paulão, visitou nossa base metalúrgica para conhecer as novas instalações de nossa entidade e para participar da mobilização em frente à Metalúrgica Altero, convocada para protestar contra o tratamento que as chefias daquela empresa dispensam às mulheres, especialmente as grávidas e mães.
A direção da Confederação Nacional dos Metalúrgicos reuniu-se entre os dias 26 e 28 de fevereiro, em Minas Gerais, para debater o Contrato Coletivo Nacional de Trabalho e promover a Conferência Estadual sobre Negociação Coletiva e o Futuro do Setor Siderúrgico.
O mundo foi surpreendido pela renúncia de Bento XVI. Em seu lugar, foi escolhido o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, que prometeu mudanças importantes na Igreja católica.
A CUT completou 30 anos de lutas, conquistas e organização da classe trabalhadora brasileira. Hoje, está entre as cinco maiores centrais sindicais do mundo.

MARÇO

Os metalúrgicos do Brasil inteiro ajudaram a compor a manifestação histórica que reuniu quase 50 mil pessoas na 7ª Marcha da Classe Trabalhadora, que terminou com uma grande vitória da classe trabalhadora, pois a presidenta Dilma Rousseff assinou decreto regulamentando a Convenção 151 da OIT, que prevê a negociação coletiva para os/as servidores/as públicos.
Deputados e senadores dos 25 estados não produtores de petróleo tiveram R$ 9 bilhões em motivos para derrubar os 142 vetos da presidenta Dilma Rousseff ao projeto de lei dos royalties, beneficiando o RS e outros 24 estados brasileiros.
Para celebrar o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a direção do sindicato esteve presente em algumas empresas para homenageá-las. Na ocasião, dirigentes sindicais entregaram rosas para as companheiras metalúrgicas da categoria. Naquele dia, Dilma Rousseff anunciou a desoneração dos produtos da cesta básica, que passaram a ser isentos de impostos federais. A Classe Trabalhadora não sentiu os efeitos nos preços dos supermercados. No fim do mês, a presidenta anunciou a prorrogação da redução das alíquotas do IPI para automóveis e caminhões, para estimular o setor automotivo, um dos principais motores da economia, e toda a cadeia automobilística, que congrega indústrias de autopeças, de estofados, de acessórios de borracha e couro, entre outras.
O presidente Mauri Schorn foi eleito coordenador da Regional Vale do Sinos, da CUT, numa plenária em São Leopoldo. Na ocasião, foi traçado um plano de ação para fortalecer a central e a própria regional.
O Coletivo de Mulheres da Federação dos Metalúrgicos do RS (FTM/CUT-RS) promoveu um seminário estadual para discutir a realidade das companheiras nas fábricas.
Grandes manifestações populares no país iniciaram em Porto Alegre, com a luta que garantiu a redução das passagens e turbinou o Movimento Passe Livre.

ABRIL

Entrou em vigor a nova lei das domésticas, equiparando com os direitos trabalhistas dos trabalhadores formais, trazendo dignidade para uma categoria que sempre foi discriminada pela legislação trabalhista e pela maioria dos patrões. Com a mudança os trabalhadores domésticos passaram a ter garantidos direitos como salário-mínimo, férias proporcionais, horas extras, adicional noturno e FGTS, entre outros.
A Campanha Salarial iniciou numa assembléia que definiu a pauta de reivindicações a ser encaminhada para negociações com o sindicato patronal, entre as quais um reajuste salarial de 10% para recuperar as perdas e melhorar a média e o padrão salarial da categoria. Logo em seguida, a Federação dos Metalúrgicos realizou a tradicional plenária que selou o início das campanhas salariais de praticamente todos os sindicatos metalúrgicos no Estado. O objetivo principal foi reforçar o caráter unificado da campanha salarial dos metalúrgicos gaúchos, estabelecendo pautas, mobilizações e estratégias igualitárias e conjuntas.
A CUT e suas entidades filiadas realizaram um Dia Nacional de Mobilização em defesa da redução da jornada de trabalho, sem redução de salário, um desdobramento da Marcha a Brasília realizada em março. A agenda de 11 itens apresentada na ocasião ganhou mais uma luta: impedir que o projeto da terceirização (PL 4330) fosse aprovado pelo Congresso Nacional.

MAIO

Ao contrário de outras centrais, a CUT-RS promoveu as celebrações do 1° de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores/as, na periferia da capital, entre o Bairro Humaitá e a Vila Farrapos, próximo à área que foi consumida por um incêndio que destruiu dezenas de moradias populares, deixando flageladas centenas de trabalhadores e trabalhadoras. Na ocasião, a CUT e sindicatos presentes iniciaram as comemorações dos 30 anos da central.
Coordenada pelo presidente Mauri, a CUT do Vale promoveu em Novo Hamburgo um debate com o ex-dirigente sindical metalúrgico e atual senador da República, Paulo Renato Paim. O evento discutiu a Previdência Social, os 70 anos da CLT, os novos direitos dos empregados domésticos e os projetos que estão no Congresso e pretendem flexibilizar direitos, como o da terceirização. Os dirigentes sindicais presentes encaminharam ao senador uma pauta contendo as 15 principais reivindicações da classe trabalhadora.
Quanto à campanha salarial, os patrões ignoraram as propostas apresentadas na primeira quinzena de abril e não convocaram uma reunião sequer para negociar.

JUNHO

As mobilizações da campanha salarial se intensificaram nas grandes fábricas da categoria, especialmente na Metalúrgica Altero, na SüdMetal e na Metalúrgica Loth. Nas duas últimas, sindicato e trabalhadores resolveram atrasar o início do expediente em aproximadamente uma hora, exigindo a abertura das negociações da campanha salarial deste ano.
Somente no dia 5 de junho o sindicato patronal dignou-se a reunir com os representantes dos trabalhadores. Porém, estes, nesta primeira reunião, foram recebidos pelo presidente do Sindicato Patronal de forma desrespeitosa, deselegante, agressiva, arrogante, irônica e prepotente, mostrando um despreparo muito grande do dirigente, fato que gerou protestos inclusive da Federação dos Metalúrgicos.
Em junho, intensas e sucessivas manifestações emparedaram policias, governos e parlamentos, que resolveram aprovar importantes avanços sociais no Brasil. O movimento perdeu força a partir da falta de coordenação e das badernas promovidas por grupos mais interessados em quebrar prédios públicos e privados.

JULHO

Depois de quase três meses de negociações, finalmente o sindicato patronal apresentou uma proposta passível de avaliação e decisão, motivo pelo qual uma assembleia geral foi convocada para avaliar e decidir. Os metalúrgicos resolveram aprovar a proposta amadurecida nas negociações, colocando um fim na campanha salarial. Entre as principais conquistas do dissídio estava o reajuste salarial (9,5%), que repôs as perdas inflacionárias e garantiu um aumento real nos salários. Também a valorização do piso salarial da categoria (14,3%) e a manutenção de importantes avanços em direitos e benefícios conquistados em convenções coletivas passadas.
Assim como a juventude, que foi às ruas para combater a corrupção e o imobilismo de muitos políticos, a classe trabalhadora mostrou sua insatisfação durante a campanha salarial e, especialmente, no 11 de julho, quando promoveu uma greve que paralisou os grandes centros urbanos.
Mais uma vez, o sindicato faz questão de devolver os valores da contribuição assistencial para os associados. A partir daí, a entidade promoveu uma campanha de sindicalização na categoria.

AGOSTO

A CUT e demais centrais realizaram em todo o país um dia nacional de mobilização e paralisação em protesto contra o Projeto de Lei 4330, que piora as condições de trabalho dos terceirizados. A mobilização paralisou principalmente as regiões metropolitanas das principais capitais do país.
Em visita à região, o deputado federal Dionilso Marcon (PT-RS) reuniu-se com dirigentes sindicais da CUT Vale do Sinos para assinar um documento no qual reafirmou seu compromisso de votar contra o perverso Projeto de Lei 4330. Militantes dirigiram-se até o escritório político do deputado federal Renato Mooling (PP-RS) na esperança de que ele também se comprometesse a favor da classe trabalhadora, o que nunca aconteceu.
O Estatuto da Juventude é sancionado pela presidenta Dilma.

SETEMBRO

A CUT, federações e sindicatos filiados promoveram uma grande Vigília em Brasilía. O objetivo era impedir a votação do PL 4330. Dirigentes cutistas foram fortemente reprimidos pela polícia, mas conseguiram barrar o avanço do projeto.
A CUT/RS e confederações filiadas promoveram o Seminário Macrossetor da Indústria do Estado e a CNM/CUT promoveu em Porto Alegre o Encontro Nacional de Gênero para debater os direitos das mulheres.
O mês teve boas notícias, como a manutenção da multa de 10% do FGTS para os patrões, o crescimento da economia gaúcha quatro vezes acima do PIB brasileiro e a adesão na campanha contra o PL 4330 da bancada do PT e de juízes do Trabalho.

OUTUBRO

A CUT/RS e a Federações dos Metalúrgicos anunciaram o ajuizamento de uma ação civil pública em nome de todos os trabalhadores e trabalhadoras gaúchas contra a Caixa Econômica Federal. O objetivo é buscar o pagamento das perdas decorrentes da utilização da taxa referencial como fator de atualização monetária dos valores das contas do FGTS, indexador este que, nos últimos anos, vem apresentando índices inferiores aos indicadores da inflação e ocasionando perda de valores.
Assessoria de Dilma Rousseff se reuniu na sede da CUT do Vale para organizar a vinda da presidenta a Novo Hamburgo. Na ocasião, dirigentes sindicais reuniram-se com eles para entregar um documento contendo as reivindicações dos trabalhadores e das trabalhadoras da região, entre as quais o arquivamento do PL 4330, a redução da jornada e o fim do fator previdenciário.
O governador Tarso Genro recebeu representantes de centrais sindicais para audiência sobre reajuste e criação de duas novas faixas no piso regional. O reajuste reivindicado este ano foi de 16,81%, para vigorar a partir de janeiro de 2014 e recuperar parte do valor original, quando foi criado pelo governo Olívio.
A Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo homenageou a CUT pelos 30 anos de fundação. Uma placa alusiva à homenagem foi entregue para o coordenador geral da regional e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sapiranga, Mauri Schorn.
Realizada em Porto Alegre pelo FSST - Fórum Sindical de Saúde do Trabalhador, a 1ª Plenária de Saúde do Trabalhador debateu propostas a serem encaminhadas para a Conferência Nacional de Saúde, a ser realizada em 2014.
Classe trabalhadora consegue barrar o PL 4330 na Câmara Federal e Dilma inaugurou plataforma petrolífera no RS, garantindo que não haverá a curto prazo desemprego na indústria naval.

NOVEMBRO

O nosso sindicato anunciou a realização do curso profissionalizante de cabelereiro/a, com duração de 104 horas e turmas à tarde e à noite. No final do curso, todos os alunos/as recebem certificação.
A CUT e outras centrais promoveram ato público em frente ao Palácio Piratini para reivindicar aumento real no piso regional do RS. O governador Tarso se fez presente para anunciar o envio para a Assembleia Legislativa do projeto de lei com proposta de reajuste de 12,72% do salário mínimo regional, a vigorar a partir de fevereiro de 2014, e a criação da 5ª Faixa, que vai beneficiar categorias não contempladas.
Foram realizadas duas grandes mobilizações nacionais para reivindicar um conjunto de propostas constantes na Pauta Unitária da Classe Trabalhadora, especialmente o fim do fator previdenciário e do PL 4330, a correção da tabela do Imposto de Renda e barrar a alta da taxa de juros.
Bancada patronal no Senado tenta sorrateiramente aprovar projeto semelhante ao PL 4330 naquele parlamento. Ação imediata da CUT barrou mais esta tentativa de tirar direitos dos trabalhadores.

DEZEMBRO

A direção do sindicato realizou um encontro para avaliar 2013 e planejar a luta para 2014. Em 2013, cerca de 90% das metas definidas no final do ano passado foram cumpridas. Quanto a 2014, os dirigentes avaliaram-no como um ano bastante agitado em razão da campanha salarial, da Copa do Mundo e das eleições no país. Uma das metas do movimento sindical CUTista é lutar para ampliar a bancada de representantes da classe trabalhadora no Congresso Nacional.


Este foi apenas o resumo de alguns dos principais acontecimentos promovidos ou protagonizados pelo nosso sindicato. Muitas outras importantes ações cotidianas foram feitas dentro e fora das fábricas, na sede do sindicato, nas ruas e espaços públicos. Embora não tenhamos conseguido resolver tudo e agradado a todos, temos convicção de que fizemos o possível para cumprir o papel de lutar e bem representar a categoria durante o ano.
O que importa é que, embora a maioria dos metalúrgicos(as) de nossa base não tenha visto o que fizemos no dia-a-dia, nós, dirigentes sindicais sempre estivemos do lado da classe trabalhadora, sempre estivemos na trincheira dos que não se apelegam, dos que não se dobram, dos que não se conformam com as injustiças e lutam bravamente até pelo mais anônimo companheiro.
O combustível que nos move nesta luta é a confiança e o apoio de todos. Contamos com vocês para termos um 2014 repleto de realizações e conquistas.

Por: Asssessoria de Comunicação Social

 
   
Rua Alberto Schmidtt nº 208 - Centro - Sapiranga/RS - Fone: 3599-1225 - e-mail: stmetal@gmail.com
Copyright © Sindicato dos Metalúrgicos de Sapiranga :::
Expediente