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Metalúrgicos da CUT marcham na Esplanada dos Ministérios e entregam pauta de reivindicações
14/08/2007

Com o grito Se o preço é nacional, quero salário igual!, cerca de 3 mil metalúrgicos vindos do Sul, Sudeste, Norte e Nordeste do país caminharam em direção a sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), onde uma comitiva da CNM/CUT, de Federações e Sindicatos entregaram a pauta de reivindicações da categoria, que além de lutar pela ratificação da convenção 158 da OIT, quer a implantação de um Contrato Coletivo Nacional de Trabalho, a redução da jornada, a luta contra o fator previdenciário e contra o interdito proibitório (que é usado pelos patrões para atacar o direito de greves dos trabalhadores).

A principal pauta dos trabalhadores é a luta pela ratificação da Convenção 158 da OIT - contra a demissão imotivada, para combater a rotatividade.

Carlos Alberto Grana, presidente da CNM/CUT fez a entrega dos papéis a um diretor-executivo da CNI e explicou as razões do ato na capital federal. Fizemos a pesquisa Do Salário às Compras, que provou a enorme diferença salarial entre os metalúrgicos brasileiros, para um custo de vida igual em todo o país Então, exigimos um salário nacional. E, ao mesmo tempo, estamos aqui para lutar pela ratificação da convenção 158 da OIT, que é um instrumento dos trabalhadores para preservar e dar estabilidade no emprego, disse.

Ministro

Na seqüência, os metalúrgicos seguiram em marcha para o segundo ato da manhã, no Ministério do Trabalho. Os dirigentes sindicais foram recebidos pelo Ministro Carlos Lupi. Entregamos nossos documentos com os dados da enorme rotatividade no ramo metalúrgico e em defesa da ratificação da Convenção 158 da OIT com a certeza de que os metalúrgicos com mais esta ação, marcaram mais um capítulo de seu papel histórico e vitorioso de lutas e conquistas da classe trabalhadora, disse o secretário-geral da confederação, Valter Sanches. O ministro manifestou que não apenas ele, mas o próprio presidente Lula é favorável à ratificação da Convenção.

Convenção 158

Entre os anos de 1997 e 2006, a média da rotatividade no setor metalúrgico ficou entre 25 e 30% dos trabalhadores. Em 2006, mesmo mantendo um saldo positivo (admissões menos demissões) de 70 mil vagas, o número de demissões (409.716) é muito alto. A média do tempo que um trabalhador permanece no emprego na Alemanha é de 10,4 anos e no Canadá são 7,8 anos Os dois países ratificaram a convenção 158. Já no Brasil, esta média cai para 3,5 anos. Entre os metalúrgicos, metade não chega a completar 2 anos na vaga.

Por conta disso, os valores previstos pelo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) para serem desembolsados pelo governo federal para o pagamento do seguro-desemprego chegam a R$ 12,2 bilhões nas previsões para 2007, para atender cerca de 5,9 milhões de trabalhadores que deverão ser demitidos sem justa causa e com mais de seis meses de trabalho. Em 2006, os gastos foram de R$ 10,3 bilhões e a previsão para 2008 é que R$ 13,2 bilhões saiam dos cofres públicos para arcar com os custos da rotatividade de empregos feita por empresas privadas.

O Brasil ratificou a Convenção 158 da OIT em 5 de janeiro de 1995, mas a ratificação interna se deu por meio do Decreto nº 1.855/96. A convenção foi denunciada durante o governo FHC, em 20 de novembro de 1996 por meio do Decreto 2.100, acatando o ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) encaminhada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria), alegando incompatibilidade dos artigos 4 e 10 da Convenção 158 com os artigos 7º, Inciso I da Constituição Federal.

No período da tarde, os metalúrgicos realizam mais marchas para entrega das pautas de reivindicações nas sedes do Tribunal Superior do Trabalho (TST), na Organização Internacional do Trabalho (OIT), além de uma audiência pública no Congresso Federal (Senado) e terminam as ações do dia com uma assembléia na tenda montada na Esplanada dos Ministérios.

Nesta quarta-feira (15), os metalúrgicos irão se incorporar às manifestações da CUT, no Dia Nacional de Mobilização.


Por: CNM/CUT - Assessoria de Imprensa

 
   
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