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Piso Nacional: Metalúrgicos definem jornada de lutas em setembro
15/08/2007

Em assembléia nacional realizada na 'Tenda dos Metalúrgicos', instalada na Esplanada dos Ministérios, a categoria decidiu na terça-feira (14) declarar setembro um mês de jornada de luta, com atos e mobilizações para reivindicar um piso salarial de R$ 1,3 mil em todo o país, além de jornada com um máximo de 40 horas semanais e do direito de se organizar em sindicatos dentro do local de trabalho.

Os pedidos estarão incluídos na sugestão de um acordo coletivo nacional e serão entregues às empresas do setor. A decisão foi aprovada por cerca de 3 mil trabalhadores.

O acordo coletivo, segundo o presidente da CNM/CUT, Carlos Alberto Grana, poderá reduzir as disparidades regionais. A variação de salários chega a 300%, disse, com base em pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). 'Nós constatamos que os salários são diferentes, mas os preços dos produtos são iguais em 54 municípios, onde existem indústrias automobilísticas, de autopeças e siderúrgicas', acrescentou.

A metalúrgica Geralda de Souza, de Contagem (MG), informou que ganha salário de R$ 480. E contou que um piso nacional ajudaria a melhorar a qualidade de vida da família: 'Isso seria bom para gente como eu, que tem filho pequeno na escola, conta de água e luz para pagar, e tem que se virar'.

Na região do ABC paulista, no entanto, esses trabalhadores recebem, em média, cerca de R$ 1 mil e estão entre os mais bem pagos do país, conforme informou o Sindicato dos Metalúrgicos.

Para discutir a questão salarial e melhorias em relação às condições de trabalho, a CNM/CUT também defende o fim do Interdito Proibitório, um instrumento judicial concedido às empresas para impedir a realização de manifestações e reuniões no ambiente de trabalho.

'Se o sindicalismo não estiver próximo dos representados e integrado, tende a se distanciar dos anseios e da vontade dos trabalhadores. A organização sindical no trabalho é a base para qualificar os trabalhadores na luta pelos seus direitos', concluiu Grana.

Os metalúrgicos também entregaram reivindicaões para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e foram recebidos no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta quarta-feira (15), os trabalhadores participarão de manifestações com outras categorias vinculadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Por: Agência Brasil

 
   
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