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Acidentes voltam a aumentar
29/08/2007

Os trabalhadores estão mais sujeitos, hoje, a doenças causadas por pressão psicológica. Mesmo com os esforços do governo federal e de entidades empenhadas na defesa dos trabalhadores, os acidentes de trabalho crescem a cada ano desde 2001 e se aproximam dos índices registrados no início da década de 90. Para agravar o quadro, o perfil dos acidentados sofreu alterações nas últimas duas décadas. Os trabalhadores estão hoje mais sujeitos a lesões e doenças psicológicas provocadas pela pressão a que estão submetidos.

Estatísticas do Anuário Brasileiro de Proteção 2007, que serão apresentados hoje, em uma feira em São Paulo que reunirá empresas fabricantes de soluções e equipamentos para a área de Saúde e Segurança no Trabalho – SST, revelam que em 2005 ocorreram 491,7 mil acidentes, com 1.479 óbitos. O levantamento inclui apenas casos notificados à Previdência Social por meio da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) entre 1970 e 2005 - último ano da pesquisa - e, portanto, não contabiliza trabalhadores informais e nem aqueles que atuam à margem da Consolidação das Leis Trabalho (CLT). Em 2004, foram notificados 465,7 mil casos, que provocaram 1.483 mortes.

A região Sudeste, com 51,75% dos empregos do País, respondeu por 56,88% dos acidentes de 2005. Só o Estado de São Paulo, com 29,73% dos empregos formais - 9,760 milhões de postos de trabalho - concentra 36,96% do total. A maior média de acidentes, contudo, foi verificada na década de 70 - 1,575 milhão. De 2000 para cá, o índice caiu para 408.946. O coordenador do Anuário, Alexandre Gusmão, observa que o aumento de acidentes no trabalho nos últimos quatro anos da pesquisa pode estar relacionado à expansão do emprego ou a uma fiscalização mais eficaz por parte do Ministério do Trabalho.

No levantamento, o setor de alimentos e bebidas é o principal responsável pelos acidentes, com 8,91% dos casos. Na seqüência aparecem os segmentos de comércio varejista (7,73%), saúde e cuidados pessoais (7,52%) e a indústria de transformação (7,1%). Gusmão ressalta, contudo, que esses setores não podem ser considerados como os mais perigosos, uma vez que as notificações dependem das empresas. "Pode ser que as empresas desses setores sejam as mais responsáveis em comunicar o CAT sobre os acidentes", disse o coordenador.

Gusmão lembra que as primeiras discussões sobre saúde e segurança no emprego eram voltadas para proteção de operários, pelo contato com máquinas industriais. Segundo ele, a realidade hoje é muito diferente. "Houve uma migração dos riscos. A preocupação dos empregadores deixou de ser a proteção a acidentes com máquinas e equipamentos e passou a ser com atendimento psicológico", disse, numa referência a pressão por resultados exercida pelas companhias, além das doenças causadas pela permanência numa mesma posição por longos períodos. Sobre o crescimento de contratações de pessoa jurídica (PJ), Gusmão diz ser um problema grave.

As vendas das indústrias de equipamentos para saúde e segurança no trabalho somaram R$ 1,7 bilhão em 2006, um acréscimo de 10% em relação ao ano anterior. Para 2007, a expectativa é de um incremento de 10% sobre o ano passado. De acordo com o diretor executivo da Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho (Animaseg), Raul Casanova, o mercado brasileiro tem potencial quatro vezes superior ao atual.


por Fernando Ribeiro

Por: Jornal Gazeta Mercantil

 
   
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