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Plebiscito da Vale do Rio Doce supera expectativas de participação
11/09/2007

Todas as instâncias do movimento sindical metalúrgico (sindicatos, federações e a Confederação Nacional dos Metalúrgicos) engajaram-se na organização do plebiscito popular nacional que teve como principal objetivo colocar em debate e saber a posição dos brasileiros sobre o leilão de privatização da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), empresa estratégica para o desenvolvimento nacional e que foi fraudulentamente e a preço de banana entregue pelo governo FHC em 1997 para a iniciativa privada. Segundo informações preliminares, a participação superou as expectativas dos organizadores e o resultado foi satisfatório: a absoluta maioria dos votantes entende que o governo e a justiça devem anular a privatização e, portanto, a CVRD deve voltar a ser um patrimônio público. Os votos ainda estão sendo apurados e os organizadores comunicam que os números oficiais devem ser divulgados nos próximos dias.

O plebiscito foi realizado entre os dias 1° e 9 de setembro, coincidindo com a semana da pátria e a realização do Grito dos Excluídos deste ano. A pergunta unitária de todos os movimentos sociais para o plebiscito é a seguinte: “Em 1997, a Companhia Vale do Rio Doce, patrimônio construído pelo povo brasileiro, foi fraudulentamente privatizada, ação que o Governo e o Poder Judiciário podem anular. A VALE DEVE CONTINUAR NAS MÃOS DO CAPITAL PRIVADO?”. No RS, os movimentos sociais aproveitaram para ampliar o debate encaminhando perguntas sobre temas como energia elétrica, dívida externa, reforma da previdência e pedágios.

O nosso sindicato foi uma das entidades que coletou votos entre a categoria. A votação era única e a participação livre e facultativa. “A categoria metalúrgica teve participação destacada nesta campanha de esclarecimento sobre a importância da Vale para a soberania nacional, como também de denúncia do criminoso processo de privatização praticado no governo FHC, somando forças para exigirmos a anulação do leilão”, resume o presidente do nosso sindicato, Mauri Schorn.

Na próxima edição o sindicato vai informar os resultados finais deste histórico plebiscito popular.

Os objetivos deste plebiscito

A Vale foi criada na década de 40 com recursos públicos. Segunda maior empresa do país há dez anos, hoje ela é tida como a segunda maior mineradora do mundo em variedade de minérios e a maior produtora de minério de ferro mundial. Possui a maior frota de navios transportadores de grãos e as principais ferrovias brasileiras. A companhia ainda conta com 54 empresas, 110 mil empregados próprios e terceirizados, atuando em 14 estados brasileiros e em 17 países, nos cinco continentes.

A venda da Vale, durante o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ainda é alvo de vários questionamentos. O valor estimado pela companhia em 1997, época do leilão, era de R$ 92 bilhões, mas a empresa foi vendida por apenas R$ 3,3 bilhões, ou seja, 28 vezes menos. Este e outros questionamentos deram origem a mais de cem ações populares contra o leilão, das quais 69 ainda estão em andamento.

Portanto, temos motivações econômicas, políticas, sociais, jurídicas e éticas para questionar a privatização da Vale. Não houve debate com a sociedade, o Congresso não aprovou, a Vale foi subfaturada, há entidades como o Bradesco que participaram da avaliação da companhia e que depois viraram acionistas. Além disso, do ponto de vista ético, a gente não pode vender o nosso solo, o mar, a água, o ar. E é a mesma coisa com o subsolo, quanto menos sem ter havido antes um grande debate.

Por: Geraldo Muzykant - Assessor de Imprensa

 
   
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