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Sobram vagas, mas falta pessoal qualificado na indústria
08/11/2007

Um estudo divulgado ontem pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que a indústria nacional sofre para conseguir profissionais com especialização e experiência. Ao final de 2007, as fábricas do Brasil vão ter 119.223 vagas não preenchidas por causa dessa carência.

Nesse número estão somados os déficits de mão-de-obra preparada nas indústrias química, de transporte, mecânica, de extração mineral, produtos minerais metálicos e de produtos eletroeletrônicos.

Paradoxalmente, no quadro geral (que conta construção civil, agropecuária e outros setores) vão faltar 84.021 postos para absorver a mão-de-obra disponível e hábil no Brasil. O número de vagas no mercado formal vai chegar a 1.592.047, mas os trabalhadores qualificados e aptos para essas funções vão somar 1.676.068

'Sobram vagas em alguns setores enquanto há muita gente desempregada', ressalta o presidente do Ipea e coordenador do estudo, Márcio Pochmann. 'Estamos diante de um fenômeno novo, que é a ausência de trabalhador qualificado para algumas atividades econômicas e isso não acontecia há mais de duas décadas', explica.

Isso significa que, ao mesmo tempo que não são criados postos suficientes, também não se investe em qualificação para que os trabalhadores concorram no mercado especializado.

O estudo também mostra que no Sudeste o drama é parecido, mas em menor escala. São 886.788 trabalhadores qualificados para 868.920 vagas. Ou seja, 17.868 pessoas que não vão encontrar vagas. No entanto, são 65.657 postos de trabalho sem serem preenchidos na indústria paulista.

Dos 9,1 milhões de trabalhadores, só 18% são preparados

O estudo do Ipea mostra que dos 9,1 milhões de brasileiros que procuram uma vaga no mercado formal, 7,5 milhões - ou 82% - não têm qualificação e experiência profissional necessárias. Ou seja, só 18%, ou 1,6 milhão, estão preparados para os postos oferecidos.

Porém, essa relação varia de acordo com a região pesquisada. O Sul, por exemplo, tem a maior proporção de pessoal qualificado: 22%, ou 227.800 em comparação ao 1,035 milhão de trabalhadores que possui.

Em segundo lugar está o Sudeste, onde são 886.800 pessoas especializadas, o que representa 19,4% do total de 4,57 milhões. Em valores absolutos, o Sudeste tem 3,684 milhões de pessoas desqualificadas para o mercado de trabalho, o que representa quase 50% do total do País.

O Centro-Oeste já fica abaixo da média, com o índice de 16,9% de pessoal qualificado. Logo atrás vem o Nordeste, com 16%. Mas a situação mais crítica está no Norte, com apenas 13,9%.

Por: Diário do Grande ABC

 
   
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