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"Pacotaço" de Yeda sofre uma derrota histórica na Assembléia Legislativa
14/11/2007

Vitória dos Gaúchos e da Classe Trabalhadora!

O “pacotaço” da governadora Yeda foi derrotado em plenário. “O povo gaúcho mostrou mais uma vez a força de suas organizações sociais e sindicais”. Com estas palavras o presidente da CUT-RS, Celso Woyciechowski, saudou a vitória da mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras do Rio Grande do Sul na histórica tarde de sexta-feira, 14 de novembro de 2007.

Dos quatro projetos, enviados pelo executivo, que trancavam a pauta de votação, dois já foram rejeitados pela Assembléia Legislativa. Os projetos de aumento de impostos e o do arrocho salarial, que precarizaria ainda mais os serviços públicos do Estado, sofreram uma derrota significativa de mais de trinta votos cada uma. Nas ruas os gaúchos comemoram.

Dando seguimento ao jeito "eu mando e não me importo com nada", a chefe do executivo gaúcho ratificou o que todo mundo dizia. Sua falta de diálogo não permite nem mesmo uma sintonia fina com a base aliada. A estratégia de não dar quórum para votação, a fim de ganhar mais uma semana para convencer os aliados contra os eleitores, falhou feio.

Presidida pelo segundo vice-presidente da Casa, deputado Adão Villaverde, do PT, a sessão teve início à tarde, com 28 deputados confirmando presença. Em seguida, as votações se deram com tranqüilidade e aplausos dos manifestantes nas galerias.

O primeiro projeto votado, o PL 389, que instituía o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza e aumento das alíquotas do ICMS, foi rejeitado por 34 votos a zero. O segundo, da Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, PL 390, que congelaria salários dos servidores, impediria novas contratações e investimentos, foi rejeitado por 31 votos.

Simone Goldschmidt, presidente do Cpers, comemorou a derrota do “crime contra os trabalhadores em educação”, mas alertou para a importância da união na luta contra a convicção da governadora em livrar o estado de suas responsabilidades de origem.

Organizados, movimentos sociais montaram um placar simulando o plenário da Assembléia, em frente ao Palácio Piratini. O inusitado chamou a atenção de motoristas e pedestres. Antes da plenária que rejeitou parte poderosa do “pacotaço”, a movimentação de lideranças sociais e sindicais deu o tom da importância da pauta e da pressão legítima concentrada no poder legislativo contra as medidas do governo.

O presidente da casa, deputado Frederico Antunes, do PP, retirou-se do plenário e foi muito cobrado pelos parlamentares de oposição. O líder da bancada do PT, deputado Raul Pont, reiterou a necessidade de derrubar todas as medidas do Plano da Yeda, pois prejudicariam a economia do Estado e a sociedade gaúcha.

Os votos contra o tarifaço

PT- toda a bancada (10)
PSB- toda a bancada (2)
PCdoB-1
PP-8
PDT-5
DEM-3
PMDB-2
PTB-2
PPS-1

Por: Caco Machado - CUT-RS

 
   
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