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Grande Porto Alegre tem maior diferença no desemprego entre negros e brancos
13/11/2007

Grande Porto Alegre tem maior diferença no desemprego entre negros e brancos
A taxa de desemprego entre os negros na Região Metropolitana de Porto Alegre é 46% maior que a dos brancos e descendentes orientais. Os dados foram divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e pela Delegacia Regional do Trabalho .

No total, 18% dos afro-descendentes estão sem emprego, contra 12% dos não-negros. A taxa representa a maior disparidade do país.

O delegado regional do trabalho, Heron de Oliveira, avalia que "o preconceito ainda é um fator que dificulta a inserção e a permanência no mercado de trabalho". A diferença entre os salários dos negros e não-negros na Grande Porto Alegre é a menor nas cinco capitais pesquisadas. Mesmo assim, o rendimento representa 67% da remuneração de brancos.

Nacionalmente, embora as mulheres negras tenham mais estudo que os homens negros, elas são mais facilmente atingidas pelo desemprego. A conclusão está na pesquisa Escolaridade e Trabalho: Desafios para a População Negra nos Mercados de Trabalho Metropolitanos, do Dieese. A média de estudo entre as mulheres negras é de 9,6 anos e entre os homens negros é de 8,9 anos.

A pesquisa foi realizada em cinco regiões metropolitanas (Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Recife e São Paulo) e também no Distrito Federal. Neste último, por exemplo, o desemprego atinge 22,4% das mulheres negras frente a 16,4% dos homens da mesma raça. Em Salvador, 26,3% delas estão desempregadas, enquanto entre eles esse percentual é de 20,7%.

As práticas discriminatórias são apontadas como um dos fatores que explicam o porquê de a maior escolaridade não se traduzir, necessariamente, em melhor ocupação, explica o coordenador da pesquisa de emprego e desemprego do Dieese, Antônio Ibarra. Outro motivo, segundo ele, é que a discriminação leva as mulheres negras a serem mais suscetíveis a trabalhos fora da rede de proteção social, ou seja, sem carteira assinada e sem direito aos benefícios do INSS.

“Há práticas discriminatórias em relação a essas mulheres e elas também acabam tendo acesso mais fácil a trabalhos como de doméstica. Isso é mais comum entre as mulheres negras do que as brancas”, afirma Ibarra.

Em São Paulo, 48% das mulheres negras ocupadas estão em situação de trabalho vulnerável. No caso dos homens esse percentual cai para quase 31%. Em Porto Alegre essa diferença é ainda maior, são 46% das mulheres negras e 28% dos homens.

Se comparados aos dados de não-negros, o índice de ocupação em trabalhos que estão fora da rede de proteção social cai. Em São Paulo, 33% das mulheres brancas estão empregadas em trabalhos vulneráveis e 25,5% dos homens. Já em Porto Alegre, são 31,7% das mulheres e 24% dos homens.

Para Antônio Ibarra, escolaridade é a palavra-chave para reduzir essas desigualdades. “O melhor caminho, sem dúvida, é que quanto maior a escolaridade, menores são as diferenças salariais e menor a vulnerabilidade que a pessoa tem em sua ocupação.”

Por: www.espacovital.com.br

 
   
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