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Workshop de mulheres da FITIM: Em Salvador, metalúrgicas discutem modos de luta contra o trabalho precário no mundo
27/11/2007

Nesta segunda-feira (26), mulheres metalúrgicas de todo o mundo promovem o Workshop de Mulheres da FITIM sobre o Trabalho Precário, no Othon Palace Hotel, em Salvador-BA, como ação preliminar do Comitê Central da FITIM que acontece nos dias 28 e 29 de novembro de 2007.

As atividades começaram no período da manhã com a apresentação de um relatório do Departamento de Igualdade de Direitos da FITIM (Federação Internacional dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas), que mostrou os problemas enfrentados pela mulher metalúrgica no mercado de trabalho e a dificuldade encontrada pelas trabalhadoras em alcançarem posições de liderança nos sindicatos.

Debates sobre o trabalho precário e os impactos sobre a mulher trabalhadora foram acrescidos de apresentações sobre os perfis de mulheres submetidas ao trabalho precário na indústria metalúrgica. 'No mercado formal, as mulheres representam 30,1% dos trabalhadores. Já entre os precarizados, este número sobe para 51,7%. Ao todo, 65% dos trabalhadores coreanos são precários e, conseqüentemente, não têm direito à representação sindical', disse Hyewon Chong, representante do sindicato metalúrgico coreano KMWU.

Francia Sosa, da República Dominica também fez um relato sobre a situação das trabalhadoras no país. 'Já fizemos alguns acordos coletivos. Porém, ainda é muito difícil realizar qualquer tipo de diálogo com a classe patronal'.

No período da tarde, as representantes das trabalhadoras discutiram o fato das mulheres serem a maioria entre os precarizados. A metalúrgicas propuseram que os sindicatos devem fazer suas próprias análises sobre o trabalho precário e, além disso, todas as propostas encaminhadas ao Comitê Central devem contemplar um recorte de gênero e raça, assim como todas as publicações feitas pela FITIM, que também devem conter o recorte de gênero.

A adoção de pelo menos 30% de mulheres na estrutura sindical é outra indicação que será apresentada durante o Comitê Mundial da FITIM, que segundo as metalúrgicas, deve ainda desenvolver um manifesto analisando como o neoliberalismo tem afetado o trabalho feminino, que é maioria entre os precarizados, além de uma campanha intitulada 'Trabalho precário, vida precária', para a conscientização das trabalhadoras em escala global.


Por: CNM/CUT - Assessoria de Imprensa

 
   
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