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Começa nesta quarta-feira em Salvador, a reunião do Comitê Central da FITIM
28/11/2007

Representantes de 25 milhões de metalúrgicos de todo o mundo discutem ações globais para barrar o trabalho precário nos continentes. Governador Jaques Wagner deve comparecer na abertura do evento, programada para às 9h.

Cerca de 500 sindicalistas metalúrgicos de mais de 100 países, entre eles 100 brasileiros, participam da reunião do Comitê Central da FITIM (Federação Internacional dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas), que acontece em Salvador-BA entre os dias 28 e 29 de novembro. A FITIM representa 25 milhões de metalúrgicos no mundo.

O Comitê Central da FITIM, que pela primeira vez acontece no Brasil, é a instância máxima entre os congressos da entidade - o último congresso foi em 2005 em Viena - e é realizado a cada quatro anos. A abertura do evento, que neste ano terá como tema central o trabalho precário no mundo, acontece no Othon Palace Hotel, em Ondina.

Trabalho Precário

O trabalho precário pode ser definido não são só como aquele que não dá garantias de benefícios (PJ's, terceirizados e estágiários), mas também como trabalho escravo, forçado, infantil, fraudulento, etc. No Brasil, a Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT) realiza uma série de atos contra o trabalho precário (veja aqui). Desde mobilizações contra a Emenda 3, ações para defender a ratificação da Convenção 158 da OIT (contra a demissão imotivada), bem como a implantação dos AMI's (Acordos Marco Internacionais - veja o que é neste link) e trabalhos em parceria com a CUT, que está discutindo no Congresso Nacional, ações contra a terceirização no país. Segundo o estudo realizado pela FITIM, que consultou 54 sindicatos nacionais (62% do total de filiados), em 67% dos locais pesquisados as empresas metalúrgicas estão adotando a precarização (terceirizando ou contratando PJ's) e os trabalhadores precários recebem salários menores do que os que possuem vínculo formal em trabalhos similares.

No Brasil - Segundo o Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese), o trabalho precário atinge mais mulheres do que homens. O estudo que mostra o resultado da pesquisa realizada no Brasil sobre trabalho precário também será apresentada durante a reunião do Comitê Central da FITIM, que representa trabalhadores metalúrgicos de mais de 100 países no mundo.

Segundo o órgão, das 42,6 milhões de trabalhadoras brasileiras, 47,9% estão em ocupações precárias, a exemplo do serviço doméstico (16,7%), por conta própria (16,1%), atividades de subsistência (7%) e ocupações sem remuneração (8,1%). Desse total, a maioria (52,3%) não tem contrato formal de trabalho ou estão em ocupações precárias e sem proteção social. Outro dado importante é que 12,6% das trabalhadoras começam a trabalhar antes dos nove anos de idade e 35,9% entre 10 e 14 anos de idade.

Tanto no Brasil, com as ações da CNM/CUT, como em outros países do mundo, o movimento sindical tem feito denúncias aos governos sobre o aumento do emprego precário em todos os continentes, diminuindo salários e precarizando as condições de trabalho. Esses trabalhadores ficam excluídos da seguridade social, pois não contribuem com a previdência, e ficam sem proteção das leis trabalhistas.

Nesse sentido, uma das reivindicações do movimento sindical é a ratificação das Convenções Fundamentais da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que tratam sobre o assunto.

Marcha - No último dia da reunião do Comitê mundial do FITIM, quinta-feira (29), às 17h, os participantes, junto com as centrais sindicais e sindicatos baianos, ganharão as ruas do centro de Salvador, na Marcha contra o Trabalho Precário que sairá do Campo Grande à Praça Castro Alves. Os organizadores esperam a participação de cerca de 2 mil pessoas.

Para Valter Sanches, secretário-geral da CNM/CUT, a escolha do Brasil para a realização do Comitê Central da FITIM reflete 'a força e a importância do movimernto sindical metalúrgico brasileiro no cenário mundial'. Segundo o secretário geral adjunto da FITIM, Fernando Lopes, 'o trabalho precário precisa ser denunciado à sociedade e combatido pelos sindicatos'. A Marcha também servirá de preparação para a mobilização que as centrais sindicais brasileiras preparam para o dia 5 de dezembro, em Brasília, por melhores condições de trabalho.


Por: CNM/CUT - Assessoria de Imprensa

 
   
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