Boa tarde! Hoje é terça-feira, 27/10/2020.
 
CUT Nacional
CUT RS
CNM/CUT
FTMRS
Gross & Klein


Desigualdade cai e Brasil entra no grupo de países com alto desenvolvimento
29/11/2007

O crescimento econômico, juntamente com a elevação da renda per capita, da expectativa de vida e das matrículas escolares levaram o Brasil a entrar, pela primeira vez, no grupo das nações com alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O índice, que avalia avanços em cerca de 177 países, é calculado anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e foi divulgado nesta terça-feira no Palácio do Planalto, em Brasília, como parte do Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008 - Combater as Mudanças do Clima: Solidariedade Humana em um mundo dividido. Em uma escala de 0 a 1, a Islândia lidera o ranking, com IDH de 0,968, e Serra Leoa está em último, com 0,336.O Brasil passou de 0,798 em 2004 para 0,800 em 2005, embora tenha caído da 69ª para a 70ª posição neste mesmo período.

O relatório da ONU revela que o brasileiro está vivendo mais. Entre 2004 e 2005 a expectativa de vida aumentou em quase um ano. A renda também cresceu, a divisão entre o Produto Interno Bruto (PIB) pela população apresentou um ganho de mais de US$ 200 em um ano, embora ainda abaixo da Argentina, que é superior a 14 mil dólares.

O subsecretário-geral da ONU, Kemal Dervis, atual administrador do PNUD, destacou que no Brasil, ao contrário da maioria dos países do mundo, as desigualdades sociais estão caindo. "Em 80% do mundo a desigualdade está crescendo, mas no Brasil vem decrescendo", disse ele.

O coordenador do relatório, Kevin Watkins, diretor do escritório do PNUD em Nova York, elogiou os programas de distribuição de renda do governo brasileiro e os resultados dos últimos cinco anos na redução da desigualdade. Watkins lembrou que os economistas costumam dizer que não se pode ter crescimento econômico com redistribuição de renda, mas que o Brasil está mostrando que se pode ter os dois.

"Aqui, no Brasil, nós provamos que é possível ter uma política fiscal séria, que é possível combinar distribuição de renda para os mais pobres com crescimento econômico. Conseguimos provar que é possível crescer o mercado interno com o mercado externo. E hoje estamos colhendo parte daquilo que plantamos. Precisamos plantar muito, mas eu acho que nós já fizemos uma boa semeadura e temos consciência de que precisamos trabalhar muito mais", afirmou o presidente Luís Inácio Lula da Silva. Apesar dos avanços, o Brasil ainda está abaixo do patamar de outras nações em desenvolvimento, como Argentina, Chile, Uruguai, Costa Rica, Cuba e México.

Lula lembrou que, quando o governo lançou o Programa Bolsa Família, em 2003 (na época apenas como Fome Zero), foi plantada uma semente que precisaria ser adubada para que pudesse germinar e se tornar uma árvore frondosa e produzir bons frutos. "Passados três anos e meio, podemos dizer, sem medo de errar, que não sei se existe em algum outro lugar do mundo um programa de transferência de renda com a seriedade do Bolsa Família", afirmou o presidente.

Por: Boletim Em Questão

 
   
Rua Alberto Schmidtt nº 208 - Centro - Sapiranga/RS - Fone: 3599-1225 - e-mail: stmetal@gmail.com
Copyright © Sindicato dos Metalúrgicos de Sapiranga :::
Expediente