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Metalúrgicos: Falta mão-de-obra especializada
29/11/2007

Existem cerca de 160 mil vagas abertas no Brasil para funções especializadas, revela estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas(Ipea).

Pesquisa do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) mostra que, apesar de ainda existir desemprego no País, existem cerca de 160 mil postos de trabalho esperando para serem preenchidos em todo o território nacional. O requisito para a contratação é que esses trabalhadores sejam especializados.

O perfil do trabalhador que as empresas não encontram é altamente preconceituoso. Elas querem homens que não sejam negros, na faixa de 31 a 37 anos, com pelo menos o ensino médio, qualificados para a área industrial e de atendimento público. Por todas essas exigências, oferecerem um salário baixo, que fica entre R$ 640,00 e R$ 1.916,00.

O economista Jefferson José da Conceição, da Subseção do Dieese da CUT Nacional, explica que a falta de mão-de-obra ocorre porque o País voltou a entrar em um ciclo de crescimento econômico após 20 anos de estagnação. “Este déficite comprova o bom momento que a atividade econômica nacional atravessa”, afirma.

Teonílio Monteiro da Costa, o Barba, diretor do Sindicato, acrescenta que falta gente especializada porque as escolas técnicas que formavam trabalhadores qualificados foram sucateadas.

“Por isso que o presidente Lula já anunciou que o governo federal vai construir mais de uma centena de escolas técnicas e formar esses profissionais para suprir a procura do mercado”, lembra Barba.

Outro fator apontado é que o forte desemprego nos anos 80 e 90 desestimulou a formação de profissionais técnicos, especialmente para a indústria.

Onde estão e quais são os setores que procuram

Na região Sudeste há mais de 70 mil vagas para os setores de educação, saúde, assistência social, lazer, serviços pessoais e domésticos, produtos de transporte, indústrias química e petroquímica.

No Norte falta mão-de-obra qualificada para 29 mil postos na área empresarial, indústria de transportes, produtos eletroeletrônicos, de comunicação e de medicina.

No Sul, empresas procuram 26 mil trabalhadores nos segmentos de comércio varejista e atacadista, produtos minerais e metálicos, serviços de educação, saúde, assistência social, lazer e domésticos.

No Centro-Oeste, há 11 mil vagas para companheiros especializados nas áreas da indústria têxtil, de vestuário e de calçados, serviços de comunicação e telecomunicação e de apoio à atividade empresarial

O Nordeste precisa de 13,4 mil trabalhadores para um grande número de setores.

Por: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

 
   
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