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Ato defende a Previdência pública
28/11/2007

Manifestação sindical ocorreu em várias capitais. Os trabalhadores querem participar das decisões

Integrantes de sindicatos ligados ao Fórum Sindical de Saúde do Trabalhador realizaram ontem, em várias capitais do país, protesto em defesa da Previdência Social pública e do direito dos trabalhadores. Em Porto Alegre, a manifestação ocorreu na praça Montevidéu, em frente à prefeitura. Do local, os manifestantes caminharam pela avenida Borges de Medeiros até a sede da gerência regional do INSS, na Jerônimo Coelho.

Em frente ao prédio, protestaram contra a forma constrangedora como algumas perícias médicas são conduzidas e pediram que o governo federal encaminhe com urgência a realização de uma conferência nacional da Previdência com a participação dos trabalhadores. 'Queremos um atendimento humanizado nas perícias médicas, transparência nas ações da Previdência e que ela se torne pública de verdade, com controle social como tem o Sistema Único de Saúde', afirmou o diretor da executiva nacional da CUT, Dary Beck Filho.

A caminhada teve o protesto bem-humorado da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação. Pessoas vestidas de galinhas levavam empregados em cadeiras de roda para que fizessem a perícia. O presidente da entidade, Siderlei Oliveira, denunciou que, dos 800 mil trabalhadores do setor avícola no país, 25% estão doentes e muitos estão na ativa porque tiveram a perícia negada. 'A região Sul concentra 300 mil empregados do setor', afirmou.

Um documento contendo essas reivindicações foi entregue à gerente executiva do INSS em Porto Alegre, Sinara Aparecida Pastorio. Ela explicou que vai encaminhá-lo ao Ministério da Previdência Social e afirmou que o canal de comunicação entre a gerência e os trabalhadores está aberto para o debate. Os sindicalistas solicitam também que o Conselho Nacional de Seguridade Social seja recriado com status deliberativo e não consultivo, como é procedido atualmente.

O diretor do SindBancários, Mauro Salles, afirmou que a orientação da Previdência de reduzir custos vem gerando uma série de problemas aos segurados. 'Nós questionamos o déficit da seguridade social. E se ele existe, não é tratando os trabalhadores com doenças como simuladores que resolverão o problema', criticou.

Por: Jornal Correio do Povo

 
   
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