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Setor calçadista demite 15 mil trabalhadores gaúchos em 2007
14/12/2007

O setor coureiro-calçadista está novamente entre os responsáveis pela queda na geração de empregos nas indústrias gaúchas. Na pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (13), o Rio Grande do Sul é o único estado em que a geração de novos postos de trabalho caiu no ano, cerca de 0,3%. O motivo apontado pelo IBGE foram as demissões de sapateiros, que chegaram a 13,3%.

O Vale dos Sinos e a Encosta da Serra, que abrange o município de Dois Irmãos, são as regiões mais afetadas pela chamada crise do setor, que já vem se arrastando desde 2005. Naquele ano, o setor bateu o recorde de demissões, 22 mil, e o fechamento de fábricas. Em 2006, as fábricas tiveram uma pequena melhora, registrando cerca de 10 mil demissões, mas que não durou muito tempo, com o setor voltando a registrar aumento de dispensas em 15 mil trabalhadores em 2007.

O presidente da Federação Democrática dos Sapateiros no Rio Grande do Sul, João Batista Xavier, avalia que apesar das demissões seguirem altas, a crise mudou. O que ocorre hoje, diz o sindicalista, é que as fábricas pararam de fechar unidades e, em troca, adotaram a dispensa dos trabalhadores. "Fechamento é muito pouco, mais é a redução dos postos de trabalho. Nós já atingimos, neste ano, 15 mil demissões no setor no RS", argumenta.

João Batista conta que a maioria das fábricas da região calçadista, hoje, são de pequeno e médio porte. As maiores fábricas, como Azaléia ou Beira-Rio, fecharam grande parte de suas unidades no Estado para abrir no Nordeste, onde receberam uma isenção fiscal maior do que tinham no Rio Grande do Sul. As que ficaram no Estado optaram pelas demissões, como a empresa Reichert, que mantém sua matriz em Campo Bom e passou de 5,7 mil trabalhadores para, no máximo, 300. Outro exemplo é a Calçados Vale, em Sapiranga, que hoje conta com no máximo cem trabalhadores, mas já empregou 1,5 mil.

Na avaliação de João Batista, a alternativa é o investimento público em micro e médias empresas, que são as que geram emprego. Ele refuta o argumento das grandes empresas, que responsabilizam a crise pela alta de impostos e a desvalorização do real, o que dificulta a exportação. Afinal, a maior parte da produção nacional de calçados é para o interior do país. O sapateiro cita como medida positiva o financiamento aberto ao setor pelo governo federal no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Políticas públicas de desenvolvimento e ajuda às pequenas e médias empresas. Porque as micro e médias empresas são as que pioneiras no nosso setor e as que mais geram emprego e não têm nada de ajudar. Nada de projeto que as incentivam", diz.

Por: Chasque - Agência de Notícias

 
   
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