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Marcon diz que governo do Estado, Judiciário e fazendeiro se uniram para atacar trabalhadores sem-terra
18/01/2008

O deputado Dionilso Marcon (PT) fez duras críticas à dimensão da operação montada no norte do Estado, quando cerca de 700 policiais militares, civis e federais cercaram dois acampamentos de sem-terra e um assentamento. “Com base em uma fofoca espalhada pelo dono da fazenda Guerra, foram deslocados centenas de soldados para o local, o que não tem a menor justificativa”, argumentou. O parlamentar questionou o alto custo financeiro da intervenção. “Gostaria que a governadora informasse quanto o Estado gastou no transporte e permanência dos policiais na região com a única intenção de intimidar os integrantes do MST”, afirmou Marcon.

O petista também condenou o comportamento do Poder Judiciário. Segundo ele, o mandado de busca e apreensão foi concedido sem ouvir as duas partes envolvidas. “A justiça se limitou a defender a versão de um proprietário de terras, que alegou furto de objetos sem dispor de qualquer prova contra os sem-terra. Os acusados não foram ouvidos e depois ficou aprovado que as denúncias eram totalmente infundadas”, destacou.

Marcon lembrou, ainda, que enquanto ocorria o cerco policial aos sem-terra, dois bancos foram assaltados em Sagrada Família, município próximo de Sarandi. “Os criminosos puderam agir sem medo porque não havia nem viatura na cidade. Todos os carros estavam em Sarandi ou Coqueiros do Sul. Para perseguir um movimento social, o governo gaúcho não hesitou em deixar a segurança da população em segundo lugar”, observou.

O deputado acompanhou a comitiva de delegados e oficiais da Brigada Militar que vistoriou o assentamento Novo Sarandi, antiga Fazenda Anoni, em busca dos objetos que, supostamente, teriam sido levados da Fazenda Coqueiros, em Coqueiros do Sul, na última na segunda-feira (15). “Os policiais não encontraram nenhum item e só não houve violência, o que poderia desencadear em uma tragédia, porque os assentados aceitaram que a vistoria fosse realizada. A denúncia de roubo só teve o objetivo de atacar o MST. É lamentável que o governo e o Judiciário tenham ido atrás da versão do latifundiário”.

Por: Luciane Fagundes

 
   
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