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Trabalhadores com mais de 40 anos voltam a ser valorizados, afirmam pesquisas do Dieese e IBGE
23/02/2008

Antes discriminados, trabalhadores com mais de 40 anos voltam a encontrar espaço no mercado de trabalho. Pesquisas do Dieese e IBGE apontam essa tendência.

Está em ascensão a oferta de empregos para profissionais com 40 anos de idade ou mais. A tendência já é observada nas pesquisas de emprego do Dieese e do IBGE. Ao mesmo tempo há um retardamento da entrada de jovens no mercado de trabalho.

“Há uma taxa de crescimento bastante forte no número de vagas para os trabalhadores com 40 anos ou mais de idade, ou seja, as empresas passam a demandar, além do profissional qualificado, com nível de escolaridade maior, que muitas vezes encontram nos mais jovens, também aqueles com mais experiências profissionais”, disse Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese.

Experiência

O gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo, avalia que esse aumento na fatia dos mais velhos no total dos ocupados é reflexo das regras de aposentadoria e das transformações na estrutura demográfica do País, com crescente envelhecimento da população. Ele vê também a opção de algumas empresas de contratar de profissionais mais experientes.

“A experiência pode ser um diferencial que as empresas buscam”, opina Nelson Ribeiro da Costa, auxiliar de montagem na Ford. Aos 43 anos, ele é um dos recém contratados pela montadora em janeiro.

Apesar de ter vindo de outro emprego para a Ford, Nelson constata que até há bem pouco tempo trabalhadores com mais de 40 anos eram discriminados pelo mercado de trabalho. “Tenho vários amigos nessa situação”, relata.

Convenção

Foi esse cenário que levou os metalúrgicos da CUT a incluirem o tema na campanha salarial do ano passado. A reivindicação virou conquista e na Convenção Coletiva em vigor há uma cláusula que impede as empresas de discriminar trabalhadores acima dos 40. A chamada cláusula de diversidade estabelece também igualdade de oportunidades a jovens, mulheres e negros na hora da contratação.

Jovens agora esperam

Segundo o diretor técnico do Dieese, outra tendência vista nas pesquisas é o fato das familias retardarem a pressão para que o jovem entre no mercado de trabalho, investindo mais no estudo, o que pode melhorar o nível profissional.

“Com o retardamento, não há uma pressão ao mercado de trabalho por criação de novos postos. Isso permite um investimento em qualificação, cujo retorno será visto lá na frente em termos de produtividade e qualidade daquele profissional”, concluiu Lúcio.

Por: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

 
   
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