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Começou a choradeira de patrão com a Convenção 158
21/02/2008

Os patrões já se articulam contra a convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que impede as demissões imotivadas.

O texto da convenção está no Congresso e só precisa ser votado pelo Senado, já que foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 1995, porém vetado no ano seguinte pelo governo FHC, que na época atendeu a um pedido dos patrões.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a convenção comprometerá a competitividade das empresas e poderá reduzir a oferta de empregos formais no país.

'É uma medida que aumenta a insegurança jurídica no Brasil e representa um retrocesso para o ambiente de negócios', disse o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto.

Essa posição dos patrões é um outro atentado contra o avanço dos direitos dos trabalhadores.

'Eles querem manter a rotatividade para continuar reduzindo salários e eliminar direitos', rebate o secretário-geral do Sindicato, Rafael Marques.

'Num ambiente favorável ao crescimento econômico, como o que presenciamos agora, a choradeira dos patrões não tem fundamento e é completamente descabida por quem quer manter o mecanismo perverso da rotatividade', continua o dirigente.

Rafael lembra estudo da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), mostrando que em 2006 o governo federal gastou mais de R$ 10 bilhões para pagar o segurodesemprego.

Neste ano a previsão é gastar mais de R$ 12 bilhões para atender cerca de 10 milhões de trabalhadores que deverão ser demitidos sem justa causa e com mais de seis meses de trabalho.

Juízes do trabalho apóiam convenção

A Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) saiu em defesa da convenção.

'É necessária a manutenção do sistema de proteção ao trabalho integrado das normas protetoras gerais e irrenunciáveis contidas nas convenções da OIT e na Constituição Federal', lembrou Cláudio Montesso, presidente da entidade, enfatizando a posição da Anamatra contra todas as tentativas de flexibilização dos direitos trabalhistas.

Por: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

 
   
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