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PIB acima do esperado: economia brasileira cresce 5,4% em 2007
12/03/2008

Resultado ficou acima do que previa ministro Mantega. Investimento foi destaque, com a maior alta desde 1996

A economia brasileira cresceu 5,4% no ano passado. Em valores, o Produto Interno Bruto (PIB) de 2007 atingiu R$ 2,6 trilhões. O resultado do PIB, divulgado nesta quarta-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou acima do que havia previsto o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Na semana passada, durante evento no Rio, Mantega disse que PIB de 2007 ficaria entre 5,2% e 5,3%. Ele afirmou, na ocasião, que 'com certeza' seria acima de 5%. O último crescimento expressivo da economia brasileira foi de 5,7% em 2004.

De acordo com os dados do IBGE, o crescimento econômico foi puxado em grande parte pelos investimentos, que são representados no PIB pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). Este indicador teve o maior crescimento anual desde o início da série do PIB, em 1996. A expansão foi de 13,4% em 2007. Com isso, a taxa de investimento foi para 17,6%.

Tomando por base o PIB por habitante, o crescimento foi de 4%, já descontada a inflação, e chegou a R$ 13.515, em 2007, segundo divulgou o IBGE.

Quarto trimestre

O IBGE divulgou ainda os resultados do quarto trimestre de 2007. Houve expansão de 1,6% na comparação com o terceiro trimestre do mesmo ano. Nesse indicador, a pesquisa da Agência Estado apontou que a expectativa do mercado era de crescimento de 1,00% a 2,20%. Ainda no quarto trimestre, mas na comparação com o quarto trimestre de 2006, houve crescimento de 6,2%. Os analistas, neste caso, projetavam alta de 5,20% a 6,50%.

Os investimentos também tiveram peso no resultado do último trimestre de 2007. O crescimento foi de 3,4% ante o terceiro trimestre. Na comparação com o quarto trimestre do ano anterior, houve expansão de 16,0%. A agropecuária também foi destaque. O setor cresceu 8,6% no último trimestre de 2007, na comparação com mesmo período do ano anterior. Na seqüência, o setor de serviços teve expansão de 5,3% e a indústria cresceu 4,3%.

Do lado da demanda interna, o consumo das famílias aumentou 8,6%. Isso provocou um aumento de 23,4% nas importações, muito acima do aumento das exportações, que foi de 6,4%.

Entenda o PIB

O Produto Interno Bruto representa o total de riquezas produzido num determinado período num país. É o indicador mais usado para medir o tamanho da economia doméstica. No Brasil, o cálculo é realizado pelo IBGE, órgão responsável pelas estatísticas oficiais, vinculado ao Ministério do Planejamento. O cálculo do PIB leva em conta o acompanhamento de pesquisas setoriais que o próprio IBGE realiza ao longo do ano, em áreas como agricultura, indústrias, construção civil e transporte.

O indicador inclui tanto os gastos do governo quanto os das empresas e famílias. Mede também a riqueza produzida pelas exportações e as importações. O IBGE usa ainda dados de fontes complementares, como o Banco Central, Ministério da Fazenda, Agência Nacional de Telecomunicações e Eletrobrás, entre outras.

Emprego industrial sobe 2,8% em janeiro e salários crescem

O emprego industrial subiu 2,8% em janeiro deste ano ante o mesmo período de 2007, informou nesta quarta-feira, 12, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já em relação a dezembro do ano passado, o emprego na indústria caiu 0,4% em janeiro, representando o segundo resultado negativo nesse tipo de comparação. O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores do setor, com ajuste sazonal, subiu 2,9% em janeiro de 2008, ante dezembro do ano passado. Já na comparação com janeiro de 2007, os salários cresceram 7,2% em janeiro deste ano, maior resultado desde dezembro de 2004 (10,7%).

Na comparação com janeiro do ano passado, a alta de 2,8% é explicada por aumentos no nível de ocupação na indústria em 12 dos 14 locais pesquisados e 11 dos 18 segmentos apurados. Os aumentos no emprego industrial em São Paulo (4,7%), Minas Gerais (2,7%), Rio Grande do Sul (2,8%) e na região Nordeste (2,1%), em janeiro deste ano ante janeiro do ano passado, exerceram os principais impactos positivos no resultado, segundo o IBGE. No período acumulado de 12 meses até janeiro, a alta no emprego industrial foi de 2,3%, levemente acima da verificada em igual período acumulado do ano passado (2,2%).

O valor da folha de pagamento divulgado nesta quarta foi a 22ª taxa positiva consecutiva. Para esse resultado, houve a contribuição positiva, no desempenho da folha de pagamento, em treze dos quatorze locais pesquisados, com destaque para o aumento dos salários em São Paulo (9,7%) em janeiro, ante mesmo período do ano passado.

Na análise por segmentos, o valor da folha de pagamento real aumentou em treze dos dezoito setores pesquisados, em janeiro deste ano ante igual mês do ano passado. As principais contribuições positivas vieram das altas em meios de transporte (14,3%), produtos químicos (25,3%), produtos de metal (14,9%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (12,0%).

Na análise do instituto, com o resultado apresentado no primeiro mês do ano, o índice de média móvel trimestral, que apresentava tendência ascendente desde novembro de 2006, apresentou taxa negativa entre os trimestres encerrados em janeiro e em dezembro (-0,1%). Entretanto, o instituto considera o resultado uma estabilidade, visto que o desempenho é muito próximo de zero.

Por: Agência Estado

 
   
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