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Sindicalistas alertam para adoecimento mental dos trabalhadores
13/03/2008

O coordenador do Fórum Sindical de Saúde do Trabalhador, Alfredo Gonçalves, fez um alerta: além de doenças físicas decorrentes do profissão, os trabalhadores estão adoecendo mentalmente. Ele expressou sua preocupação durante reunião sobre Saúde do Trabalhador promovida pelo deputado Ivar Pavan nesta terça-feira à noite, na Assembléia Legislativa.

O Fórum reúne mais de 30 sindicatos de todo o estado de diferentes segmentos, como metalurgia, alimentação e bancários. Criado em 2004, reúne todas as terças-feiras às 14 horas, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em Porto Alegre. Alfredo Gonçalves observa que o número de trabalhadores afetados por doenças profissionais cresce assustadoramente em todas as áreas.

Para ele, a questão é ainda mais grave com o adoecimento mental decorrente de excesso de jornada, cobrança pelo aumento de produção e temor de desemprego. "O empregador trata o trabalhador como número e não como um ser humano. Não há demonstrações de cuidado com a saúde, mas apenas visão do lucro", destaca o sindicalista.

Ele denuncia a postura dos médicos peritos do INSS que são coniventes com a visão patronal. "O trabalhador retorna ao trabalho e amplia as lesões; a empresa nega-se a reconhecer o problema e a Previdência também nega a licença. O trabalhador doente vive um verdadeiro calvário. Normalmente o histórico de uma simples bursite torna-se doença crônica, incapacitando o trabalhador", relata o dirigente.

Alfredo Gonçalves convidou o deputado Ivar Pavan a falar do Projeto de Lei 112/04 durante o seminário "Saúde, Trabalho e Previdência", no dia 28 de abril, na mesma data em que se comemora o Dia Internacional das Vítimas de Acidentes de Trabalho. O projeto prevê medidas de prevenção às doenças profissionais, como a fiscalização dos locais de trabalho.

Pavan organizou a reunião justamente pela gravidade do tema. Ele destaca a necessidade da prevenção como ação principal para esta calamidade vivida por milhões de trabalhadores no Brasil. Também ressalta a importância de diagnósticos precisos para garantir tratamento e encaminhamentos adequados. O RS possui três Centros Regionais de Saúde do Trabalhador ainda fechados: Caxias do Sul, Erechim e Alegrete.

Por: Stela Pastore - PTSUL

 
   
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