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Inflação sobe em março
07/04/2008

Em março, o custo de vida no município de São Paulo apresentou aumento de 0,45%, o que representa 0,48 ponto percentual (pp) acima da variação registrada em fevereiro (-0,03%). O cálculo é do DIEESE que apurou ainda que houve pequenas variações para os grupos e subgrupos que compõem o ICV-DIEESE. A exceção foi verificada no grupo Habitação, que subiu 1,60%, e contribuiu, isoladamente, com 0,36 pp no resultado da taxa do mês.

Índice por estrato - Além do índice geral, o DIEESE calcula ainda mais três indicadores de inflação, segundo tercis de estrato de renda das famílias paulistanas. Em março, a taxa de inflação foi semelhante para o 1º e 2º estratos de renda e bem maior para o 3º, invertendo comportamento verificado ao longo dos últimos meses. Assim, o estrato 1, que corresponde à estrutura de gastos de 1/3 das famílias mais pobres (renda média = R$ 377,49*), apresentou a menor variação, com alta de 0,20%. Para as famílias com nível intermediário de rendimento, reunidas no estrato 2 (renda média = R$ 934,17*), a taxa foi de 0,27%. Entre aquelas de maior poder aquisitivo (renda média = R$ 2.792,90*), incluídas no estrato 3 o aumento chegou a 0,59%.

Variações acumuladas - Nos últimos 12 meses - entre abril de 2007 e março de 2008 - o ICV-DIEESE acumula alta de 4,69%. Ao se considerar os diferentes estratos de renda, a taxa maior foi apurada para as famílias mais pobres, do estrato 1 (5,65%). Para as famílias do estrato 2, o aumento da inflação fica em 4,85%, enquanto para aquelas com maior poder aquisitivo corresponde a 4,35%. Neste primeiro trimestre de 2008, a inflação foi de 1,31%. Porém, observam-se diferenças entre estratos de renda, com a maior variação registrada para as famílias de maior renda (1,40%), vindo a seguir o estrato 1 (1,24%) enquanto a menor variação ocorreu para as famílias com nível intermediário de rendimento (1,13%).

Estabilidade de preços - Uma análise realizada pelo DIEESE a partir dos preços coletados para 594 itens pesquisados ao longo de 25 trimestres - de 2002 a 2008 - mostra que apenas em 2002, quando houve receio dos agentes econômicos frente à mudança governamental, ocorreu alguma disseminação inflacionária. Neste período, a partir do terceiro (2,72%) e quarto (6,86%) trimestres de 2002, a inflação apresentou taxas muito elevadas, fruto de certa instabilidade nos preços. Com isso, a média de itens com preços estáveis passou de 54%, no 2º trimestre de 2002, para 36%, no último trimestre deste mesmo ano. A partir do trimestre seguinte, estas porcentagens vieram a subir, e entre o terceiro trimestre de 2006 e o primeiro de 2008 situaram-se entre 59% e 56%, apontando preços bastante estáveis. Isto parece indicar que não há motivo para preocupação com uma disseminação da inflação no curto prazo.

Por: Dieese

 
   
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