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Estudo Dieese-CNM/CUT: Brasil emprega mais de 2 milhões de metalúrgicos
19/03/2008

Os dados revelados pelo estudo Dieese-CNM/CUT (Confederação Nacional dos Metalúrgicos) mostram que o setor metalúrgico brasileiro atingiu uma marca histórica em janeiro de 2008 ao alcançar 2,01 milhões de trabalhadores. Com isso, a categoria volta a patamares vistos pela última vez há quase duas décadas, no distante ano de 1991.

Entre os meses de janeiro e dezembro de 2007, o saldo positivo de contratações chegou a 180.242 postos de trabalho. Um crescimento de 10,5% - e o segundo maior desde 2003, quando o ramo metalúrgico retomou o crescimento acentuado na produção e no número de trabalhadores.

Desde o início do governo Lula, os números de 2007 (10,5%), só foram superados por 2004, que registrou um acréscimo de 11,2% período. Ao todo, já são 523.073 vagas criadas desde 1º de janeiro de 2003. O setor, que chegou a empregar 2,8 milhões de metalúrgicos, em 1987, passou por crises e viu o número de carteiras assinadas cair assustadoramente, chegando a -52% em dez anos. Assim, 1,5 milhão de trabalhadores deixaram as empresas neste período.

'Há algum tempo, estudiosos diziam que a automatização nos sistemas de produção acarretaria no recuo do número de trabalhadores metalúrgicos. Mas o crescimento econômico dos últimos anos mosta o contrário e nos dá estes números realmente animadores', disse o secretário-geral da CNM/CUT, Valter Sanches.

O pior momento do setor foi em janeiro de 2000, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, com apenas 1,2 milhão de trabalhadores metalúrgicos empregados. Entre os anos de 1995 e 2002, no governo anterior, o número de trabalhadores da base teve um corte de 91.632 vagas (-6,2%).

Segundo a a técnica do Dieese-CNM/CUT, Adriana Marcolino, 'No último ano as montadoras bateram recordes de produção e a tendência, pelo número de vendas no início deste ano, é que o crescimento seja mantido ou até mesmo superado em 2008'.

Aumentos injetam R$ 209 milhões mensais na economia

Os aumentos salariais acima da inflação conquistados pelos sindicatos trazem benefícios para todo o país, uma vez que serão injetados no país R$ 209,7 milhões por mês. Estes valores movimentam a economia, geram mais empregos e renda nas localidades onde vivem os trabalhadores, que tiveram uma média de 6,7% de aumento no em 2007, desconsiderando a rotatividade.

Rotatividade que por sinal é o grande vilão da economia. Só no ramo metalúrgico atingiu incríveis 32,5% em 2007. Ao todo 740.378 pessoas foram admitidas, mas 560.136 foram demitidas. É a maneira que os patrões encontram para gerar mais lucros e que no último ano registrou um aumento de 2,9 %, quando comparado com igual período em 2006.

'Para evitar ações como essa, a CNM/CUT luta ativamente pela ratificação da Convenção 158 da OIT, que limita as ações contra a dispensa imotivada, que causam tantos danos ao bolso de toda a população, que por meio do governo, paga a conta do seguro-desemprego em função da irresponsabilidade das empresas', diz Carlos Alberto Grana, presidente da CNM/CUT.

Por: CNM/CUT - Assessoria de Imprensa e Dieese

 
   
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