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Eleições 2010: só Lula e Dilma sobem na pesquisa eleitoral CNT-Sensus
29/04/2008

Os dados eleitorais da pesquisa CNT-Sensus divulgada nesta segunda-feira (28) devem ter sido festejados no Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de ter sua melhor avaliação em cinco anos de governo, tem mais votos na pesquisa espontânea para presidente em 2010 que todos os presidenciáveis somados. Uma maioria de 50,4% a 45,4% gostaria de mudar a Constituição para dar-lhe um terceiro mandato. E a ministra Dilma Rousseff, depois de dois meses apanhando da imprensa, melhorou seu desempenho em todos os cenários em que seu nome aparece.

A ''Mãe do PAC'' (Programa de Aceleração do Crescimento) ainda aparece em um modesto quarto lugar – com 6,2% a 7,6% das intenções de voto. Mas chama a atenção que tenha sido a única a ganhar votos nos dois cenários que permitem a comparação com a edição anterior da pesquisa, em fevereiro.

Dilma apanha da mídia mas ganha votos

No primeiro cenário, com o governador paulista José Serra concorrendo pelo PSDB, este permanece em primeiro lugar, porém oscila 1,8 ponto para baixo em relação à pesquisa de fevereiro. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) oscila 1,6 ponto e a ex-senadora Heloísa Helena (Psol) 1,1 ponto percentual, ambos para baixo. Dilma sobe 1,7 ponto, também dentro da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos para mais ou para menos.

No segundo cenário, com o governador mineiro Aécio Neves como candidato tucano, novamente todos os pesquisados oscilam para baixo (Ciro 2,3 pontos, Heloísa 1,6, Aécio 0,2). Enquanto Dilma voltou a oscilar para cima, 1,6 ponto.

É um desempenho notável, quando se leva em conta que nas as últimas semanas a ministra-chefe da Casa Civil freqüentou o noticiário sempre de forma negativa, acusada de estar por trás de um suposto dossiê com os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Número dos sem-candidato aumentou

Em todos os três cenários que permitem a comparação com fevereiro, aumentou o número de eleitores que responderam não saber em quem votar, ou que não apoiaram nenhum nome, disseram que votariam nulo ou em branco. No terceiro cenário esse aumento chegou a ser de 4,4 pontos, fora da margem de erro. A redução no total das declarações de voto cobrou seu tributo de todos os presidenciáveis, exceto Dilma Roussef (e o ministro Patrus Ananias, do PT, que avançou 0,2 ponto).

Quanto aos demais presidenciáveis, as posições não se alteraram. Serra manteve a dianteira nos dois cenários em que seu nome aparece, com uma sutil redução de 0,2 ou 1,5 ponto em relação ao segundo colocado, Ciro Gomes.

Ciro aparece em primeiro lugar quando seu adversário tucano não é Serra. Aécio Neves aparece em terceiro lugar, atrás de Ciro e também de Heloísa. O CNT-Sensus introduziu nesta edição um quarto cenário possível, em que o candidato do PSDB é o ex-governador paulista e ex-presidenciável Geraldo Alckmin: este figura em segundo lugar, mas em empate técnico com a ex-senadora do Psol.

Em geral os dados da 92ª edição da pesquisa CNT-Sensus repetem, com oscilações quantitativas dentro da margem de erro, os resultados eleitorais da edição de fevereiro: Serra como o mais forte presidenciável tucano; e Ciro como o nome mais consolidado dentro do campo do governo. A novidade é que Dilma, depois de tudo que apanhou da mídia, em vez de recuar avançou.

Maioria quer o terceiro mandato

Além da preformance de Dilma, que Lula tem apresentado ao país como a responsável pelos investimentos do PAC, o Planalto também deve ter se sentido reconfortado com o desempenho do próprio Lula. Na pesquisa espontânea (em que o entrevistado cita o nome que quiser) ele aparece com 29% das intenções de voto, enquanto o segundo colocado, Serra, tem 5,0%.

Além disso, a pesquisa CNT-Sensus ouviu os eleitores sobre uma eventual alteração na Constituição para permitir uma nova candidatura do presidente Lula em 2010, 50,4% afirmam ser a favor e 45,4%, contra. Caso a regra viesse a mudar, e o presidente se candidatasse, 51,1% votariam nele, 35,7% votariam em José Serra e 13,3% se declararam sem candidato.

O presidente Lula está impedido pela Constituição de disputar um novo mandato presidencial em 2010. Também não se cansa de dizer, em público e em privado, que não cogita mudar essa regra. O mundo político sabe que o terceiro mandato é uma possibilidade inexistente, a não ser como factóide mantido na pauta pela mídia e a oposição. Porém é politicamente relevante que a maioria dos eleitores ouvidos pela CNT-Sensus não concorde com Lula e deseje vê-lo mais quatro anos na Presidência.

Por: Site Vermelho

 
   
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