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Yeda não consegue explicar compra da casa
06/05/2008

O tiro saiu pela culatra. O líder do governo na Assembléia, Márcio Biolchi (PMDB), chegou na sessão desta segunda-feira (5/5) com uma informação que julgava ser um grande trunfo: a Polícia Federal declarou que, nas investigações sobre a fraude do Detran, não há menção sobre um suposto cheque no valor de R$ 400 mil emitido por Lair Ferst e que teria sido usado para comprar a casa que a governadora adquiriu logo após as eleições de 2006. A existência do cheque havia sido mencionada pelo delegado de polícia Luiz Fernando Tubino, quando ele foi ouvido pelos deputados da CPI.

A euforia durou pouco e os deputados que formam a base da governadora no Legislativo terminaram tendo que dar explicações. A Polícia Federal se manifestou única e exclusivamente sobre o cheque. Mas a verdade é que, somando todos os valores dos bens declarados pela governadora, o total é inferior ao pago pela propriedade, que teria custado R$ 750 mil.

Segundo a governadora, para reunir os R$ 750 mil, ela vendeu um apartamento de Capão da Canoa (R$ 140 mil), um apartamento em Brasília (R$ 206, descontado a dívida junto à CEF), um carro (R$ 27 mil) e resgatou aplicações financeiras (R$ 130 mil). Tudo isto junto dá R$ 503 mil. Considerando que ainda há R$ 27 mil que foram pagos de ITBI, faltam R$ 274 mil. Mais um detalhe: o apartamento de Capão não poderia ser vendido por estar indisponível; em nome da construtura e não da família Crusius.

O deputado Elvino Bohn Gass entende que a CPI precisa de explicações completas sobre as fontes do dinheiro usado para a aquisição da residência em Porto Alegre. Para ele, a própria negociação da casa não está bem explicada, já que o vendedor, Eduardo Laranja, responde a 65 processos de execução. A deputada Stela Farias reiterou o pedido de esclarecimentos. “Se juntarmos todo o patrimônio declarado da governadora ainda faltam mais de R$ 250 mil para chegar ao valor da compra, de R$ 750 mil. E nós sabemos que a casa foi avaliada em R$ 900 mil pela prefeitura”, argumentou.

O presidente da CPI, deputado Fabiano Pereira, reforçou a tese de que as explicações necessárias não estão relacionadas à existência ou não de um cheque no inquérito policial, mas a outras dúvidas suscitadas pela análise dos documentos públicos sobre o negócio de compra e venda da atual residência da governadora. Fabiano lembrou que na declaração de bens da candidata Yeda Crusius o apartamento de Capão da Canoa foi arrolado com um valor de R$ 37 mil. “Se considerarmos a valorização, o apartamento deve estar valendo no máximo R$ 140 mil. E mesmo assim encontra-se alienado, não podendo ser vendido. Quero, como deputado, aproveitar a oportunidade e pedir as explicações necessárias”, afirmou Fabiano.

Por: Boletim De Olho na Fraude

 
   
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