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Cadastro do MTE reafirma imensa supremacia da CUT no país
21/05/2008

O recente recadastramento sindical no Ministério do Trabalho reafirma a imensa supremacia da CUT em todo o Brasil. Das entidades já recadastradas, 42,3% são filiadas à Central Única dos Trabalhadores. A Força vem em segundo lugar, com 19% e a CTB tem 4,5%.

Os dados são parciais, uma vez que nem todas os sindicatos providenciaram o recadastramento, cuja primeira etapa, válida para 2008, encerrou-se no dia 30 de abril. Os números, apresentados a dirigentes de diferentes ramos e de CUTs estaduais nesta segunda-feira (19) pela manhã, durante a Oficina de Organização Sindical, suscitaram duas leituras: uma, a de que a disputa nas bases é francamente favorável à CUT; outra, a de que ainda há muito trabalho por fazer.

"O Ministério traz em seu cadastro 19 mil sindicatos. Se os números forem realmente esses, é evidente que a maioria dos sindicatos ainda não se recadastrou, ou por falta de carta sindical ou por outro problema. Precisamos providenciar isso. É um trabalho difícil, que exige contato de entidade a entidade, e essa é uma tarefa que os ramos e as estaduais têm de fazer junto com a CUT Nacional. É impossível que uma entidade sozinha dê conta da tarefa", afirmou o secretário-geral Quintino Severo. As entidades agora têm até o dia 31 de dezembro para providenciar o recadastramento, que então valerá em 2009. Ainda segundo Quintino, parte expressiva das entidades não declarou ser filiada a qualquer central. "Esse espaço, portanto, deve ser ocupado na disputa política e ideológica, protegendo os sindicatos de um assédio que utilize outros meios".

A Oficina, promovida pela CUT, ocorre entre esta segunda e terça-feiras na sede da Contraf-CUT, na região central da capital paulista, com o objetivo de analisar a Portaria 186, que trata das novas regras de representatividade do movimento sindical, e de estabelecer linhas de ação para lidar com suas implicações.

Na abertura da atividade, o presidente nacional Artur Henrique fez um retrospecto do que ele chamou de "momento de reorganização da estrutura sindical brasileira", para então afirmar que "se por um lado isso nos impõe problemas na disputa pelas bases, por outro nos traz oportunidades imensas de reafirmarmos nossas concepções e práticas sindicais e levá-las a um número maior de bases".

Vagner Freitas, secretário nacional de Política Sindical da CUT e presidente da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro), lembrou que a velha estrutura sindical já está passando por mudanças positivas. "Menos ousadas que o que a CUT sempre defendeu, pois ainda lutamos pela Convenção 87 da OIT - sobre liberdade e proteção de direto sindical - e pelo fim do imposto sindical. Porém, estamos caminhando, algumas vezes contra a vontade das demais entidades, e para continuar nesse caminho, precisamos nos adaptar à Portaria 186, inclusive nos atentando para os riscos que possa trazer".

Na parte da manhã, foi apresentado um mapa do estágio atual do processo de recadastramento nas bases da CUT, estado por estado, ramo por ramo. O documento será repassado para as confederações, federações nacionais e CUTs estaduais como ferramenta para orientar a disputa pela filiação e recadastramento dos sindicatos em todo o país. No período da tarde, será feito um debate sobre a Portaria 186 a partir do ponto de vista jurídico. Nesta terça-feira (20) pela manhã, no encerramento da Oficina, a CUT vai traçar estratégias.

Politicamente, a CUT defende a Portaria 186, por acreditar que regras claras de representatividade foram estabelecidas, sem que critérios como a unicidade, contra a qual a CUT sempre lutou, tenham se incorporado à legislação. "Muitos tem falado por aí que a 186 é algo absolutamente novo e feito sob medida. Não é verdade, a 186 já vinha sendo discutida no Fórum Nacional do Trabalho, e incorpora muitas das concepções que sempre defendemos publicamente. Quem tem criticado a portaria não quer, na verdade, que nada mude na estrutura", comentou Artur.

Por: CUT - Central Única dos Trabalhadores

 
   
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