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CORRUPÇÃO E REPRESSÃO ASSOLA O RIO GRANDE
17/06/2008

A CUT-RS e entidades dos movimentos popular e estudantil, realizaram nas últimas semanas atos públicos de protesto contra a corrupção instalada no Governo Yeda. Trabalhadores e estudantes gaúchos se reuniram na Assembléia Legislativa, em praças e em frente a prédios públicos, como o Palácio Piratini, para protestar e exigir a saída e a prisão dos corruptos.

A reação dos movimentos sociais iniciou depois das evidências expostas a partir dos diálogos liberados pela CPI do Detran e da conversa gravada do ex-chefe da Casa Civil Cézar Busatto com o vice-governador Paulo Afonso Feijó, que provam os casos de corrupção envolvendo pessoas próximas à governadora e a relação promíscua entre partidos e cargos públicos. Isso fez com que a CMS decidisse promover uma série de mobilizações durante os próximos dias para protestar, entre eles a campanha pelo “Fora Yeda” e seu governo neoliberal, e o apoio às atividades da Via-campesina.

Para esconder os escândalos de corrupção, se vingar dos movimentos sociais e mudar o foco midiático, Yeda mandou os brigadianos baixarem a lenha na militância. Sindicatos passaram a ser vigiados nas sedes e portas de fábrica, grupos de manifestantes foram impedidos de marchar e realizar mobilizações pacíficas em praças, ruas, estacionamentos e em frente a prédios públicos. Para dissolver manifestações ou confinar grupos de manifestantes, a BM passou a usar cacetetes, balas de borracha e bombas de efeito moral. Também passou a prender e encaminhar militantes com ficha corrida limpa para o presídio central sob a acusação de “formação de quadrilha” e “desacato à autoridade”, e a multar e recolher veículos das entidades promotoras ou apoiadoras das mobilizações. Um protesto contra a falta de política para a produção dos alimentos e o controle do comércio agrícola por empresas multinacionais foi violentamente reprimida, deixando pessoas hospitalizadas e presas, entre elas os dirigentes metalúrgicos Ênio, de Pelotas, e Alcindo (Bigode), de Horizontina, ambos dirigentes da Federação dos Metalúrgicos. Antes disso, a BM teria ferido sete agricultores em frente à Bunge, na região Norte do Estado, impedindo que alimentos arrecadados fossem doados à população.

Toda essa criminalização dos movimentos sociais vem acontecendo com o apoio da grande mídia (jornais e emissoras de rádio e TV), que mente ou distorce os fatos para blindar a governadora e minimizar a repressão, esconder a ação repressora da BM, passar à população a mentirosa impressão de que tudo está bem, que os manifestantes são apenas “alguns baderneiros que não têm nada para fazer” e que não há motivos para tantos protestos. A semelhança dos fatos com o período entre 1964 e 1985 não é mera coincidência: os métodos repressivos da ditadura estão de volta!

Por: Geraldo Muzykant - Assessor de Comunicação Social

 
   
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