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Categoria pode ficar sem reajuste
19/06/2008

Apesar de nossa pauta de reivindicações ter sido encaminhada para os patrões lá em abril, poderemos fechar o mês de junho sem o tão esperado reajuste salarial de nosso dissídio.

A patronal impôs um ritmo bastante lento nas negociações e isso está fazendo com que a nossa categoria não consiga avanços significativos na luta. A ganância patronal impede que os empresários metalúrgicos concedam um índice justo para os trabalhadores e trabalhadoras. Apesar dos extraordinários resultados de 2007 para cá e a previsão de crescimento recorde de produção e lucro em 2008, tudo indica que eles não querem dar nenhum aumento para nós, trabalhadores e trabalhadoras metalúrgicas.

O pior é que isso não acontece só em nossa base, mas em praticamente todas as bases metalúrgicas que têm data-base em 1° de maio, como Canoas, Porto Alegre e Novo Hamburgo, por exemplo. Tudo indica que os patrões estão orquestrados e organizados, ou seja, combinaram endurecer em todas as mesas de negociação.

Essa situação está forçando as bases metalúrgicas a se articular no sentido de somar forças para acirrar as mobilizações. Infelizmente, a patrãozada só entende a linguagem do confronto. É preciso mexer na produção e no lucro das empresas, para que eles se convençam de que têm de repor as perdas da inflação, no mínimo.

Por este motivo, dirigentes do nosso sindicato foram reforçar as mobilizações feitas simultaneamente em oito grandes empresas de Canoas, na terça-feira, 17 de junho. Na ocasião, cerca de cinco mil metalúrgicos daquela base atrasaram a pegada em uma hora, em média.

Impaciência - Como diz o ditado popular, “paciência tem limite”. E a nossa paciência está se esgotando. Tá na hora de a gente esquecer o frio e partir para o ataque, caso contrário não vamos vencer este jogo.

Incluindo o INPC de maio/08, que entrará na campanha salarial do próximo ano, nosso salário já está defasado em mais de 6,6%. Você vai permitir que os patrões nos dêem um calote deste tamanho?

MOBILIZAÇÃO JÁ!

As campanhas salariais nunca foram fáceis para a nossa categoria. Sempre tivemos que aturar a choradeira e as estratégias patronais, como essa de não querer negociar pra ver até que ponto estamos mobilizados ou não, enfim, se estamos dispostos a buscar o que é nosso ou não. As empresas estão apostando numa suposta desmobilização de nossa base para não dar nenhum reajuste ou dar o menor reajuste possível.

A direção do sindicato, sozinha, não vai conseguir arrancar aumento salarial dos patrões. É preciso que você, trabalhador, faça a sua parte participando de todas as mobilizações definidas pelo sindicato. Temos que mostrar nossa tradicional unidade e força.

Por: Geraldo Muzykant - Assessor de Comunicação Social

 
   
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