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TERRORISMO CONTRA MOVIMENTOS SOCIAIS MARCA 13ª MARCHA DOS SEM
17/10/2008

A 13ª Marcha dos Sem, realizada nesta quinta-feira, 16, em Porto Alegre, reuniu cerca de 8 mil trabalhadores e terminou com agressões da Brigada Militar, em frente ao Palácio Piratini.

A Marcha deste ano teve um caráter reivindicatório e denunciatório, tendo como lema “A Defesa da Dignidade Humana”. Além da CUT, a Marcha dos Sem contou com a participação do MTD, Conlutas, Via Campesina entre outras entidades do movimento social organizado. Como não poderia ser diferente, os trabalhadores metalúrgicos também participaram e foram solidários aos militantes covardemente reprimidos pela ação terrorista da Brigada Militar.

A Marcha, coordenada pela Central única dos Trabalhadores (CUT-RS) e a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS-RS) encerrou o dia de mobilização que uniu trabalhadores do campo e da cidade. A concentração teve início às 13h, atrás do Instituto de Educação e, às 14h, seguiu em direção ao Centro Administrativo, onde servidores estavam realizando um ato em defesa do Piso Salarial Nacional, dos atuais planos de carreira (professores e funcionários de escola), pelo aumento salarial, defesa do IPE Público, entre outros pontos de reivindicação.

Em frente ao Centro Administrativo houve apresentação teatral do grupo formado por integrante do Levante da Juventude, Levante da Favela, MST e MTD. Após, a Marcha seguiu para o Palácio Piratini, passando pela avenida Borges de Medeiros e rua Jerônimo Coelho, até chegar na Praça da Matriz. A Brigada Militar acompanhou toda a caminhada.

Brigada Militar agride manifestantes

Ao chegar em frente ao Palácio Piratini, o pelotão de choque da Brigada Militar bloqueou a passagem do carro de som que acompanhava a marcha. Os policiais agiram com violência, agrediram os manifestantes, pelo menos três bombas de efeito moral foram lançadas contra os trabalhadores e balas de borracha também foram usadas pelos PMs. A confusão resultou em 17 manifestantes feridos e encaminhados a hospitais da região.

A Brigada Militar também agiu de forma violenta com os deputados estaduais, Raul Carrion (PC do B), Marisa Formolo (PT), Ronaldo Zulke (PT), Raul Pont (PT) e Dionilso Marcon (PT), que estavam no local e tentavam liberar a passagem do carro de som e dos manifestantes, já que a manifestação tinha caráter ordeiro e pacífico.

O presidente da CUT-RS, Celso Woyciechowski lamentou que a Marcha dos Sem tenha terminado dessa forma. “Conseguimos realizar uma manifestação pacífica até aqui. Mas ainda hoje, será noticiado esse triste papel que a Brigada Militar e a governadora Yeda estão fazendo”.

Já com o carro de som em frente ao Palácio Piratini, a diretora do CPERS/Sindicato, Rejane de Oliveira repudiou a forma como os manifestantes foram recebidos. “Nos temos um governo que sucateia o patrimônio público e criminaliza os movimentos sociais. Só os covardes usam da violência para governar”, declarou.

No ato de encerramento, Woyciechowski agradeceu aos trabalhadores que não responderam com violência e lembrou que foi uma vitória conseguirem realizar a Marcha até aquele momento. “Temos que ter na consciência e no coração, que cada trabalhador que teve a atitude de dizer não a violência é um guerreiro”, disse. A manifestação foi encerrada com os manifestantes de mãos dadas e cantando o hino do Rio Grande do Sul.

Durante toda a quinta-feira, os trabalhadores se mobilizaram contra a criminalização dos movimentos socias, a corrupção no governo Yeda, a crise dos alimentos e o ataque as servidores e aos serviços públicos.

Por: Assessoria de Comunicação Social

 
   
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