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Governo Lula reduziu o índice de fome à quase metade, diz relatório
18/10/2008

Relatório divulgado esta semana sobre o ranking dos países com graves problemas alimentares trouxe uma boa notícia para o Brasil. De acordo com o relatório, o País foi um dos dez do mundo que tiveram maior crescimento no indicador de políticas de combate à fome.

De acordo com o chamado Índice Global da Fome (ou GHI, na sigla em inglês) brasileiro reduziu quase à metade - 45,6% exatamente -, fazendo o País deixar o grupo de nações com problemas alimentares "graves" para figurar entre aquelas onde esse problema é considerado "baixo".

Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisas sobre Políticas Alimentares (IFPRI, na sigla em inglês) em parceria com as organizações não governamentais German Agro-Action e Concern Worldwide. O GHI de 2008, calculado para mais de 120 países (não para os industrializados), levou em consideração o número de pessoas com deficiência alimentar entre 2002 e 2004, a taxa de mortalidade infantil de 2006 e a desnutrição infantil para o ano mais recente entre 2001 e 2006. No mundo, sem contar as imensas diferenças regionais, o índice da fome caiu a uma proporção de 20% entre 1998 e 2008.

Os dados, na avaliação do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), consagram o sucesso das políticas de combate à fome e de redução das desigualdades sociais implantadas no governo Lula. "Nos últimos anos estamos vivenciando a redução drástica dos índices de miséria, fome e desigualdade social no Brasil. Tudo isso é resultado dos programas de distribuição de renda do governo, a exemplo do Bolsa Família, que atende milhares de famílias de baixa renda em todo o País", afirmou.

Outro fator que colaborou bastante para que o Brasil saísse dessa situação desconfortável foi a aprovação da Lei Orgânica da Segurança Alimentar e Nutricional. De acordo com o parlamentar, a partir da implantação da lei o Brasil criou uma rede de segurança alimentar que protege os direitos da população.
Desnutrição infantil

Segundo o IFPRI, a melhora no mundo foi motivada em grande medida pelo progresso na nutrição infantil. "A proporção de crianças abaixo do peso foi o indicador que mais declinou - em 5,9 pontos percentuais - enquanto a mortalidade de crianças abaixo de cinco anos e a proporção de desnutridos também tiveram melhora". Entretanto, a organização afirmou que o problema da fome no mundo "permanece sério", especialmente em países africanos onde conflitos civis exacerbam a crise alimentar. "As médias globais escondem diferenças dramáticas entre regiões e países", disse a instituição.

Enquanto o GHI caiu 40% na América Latina e 30% no Sudeste Asiático em 20 anos, a queda foi de apenas 11% na África subsaariana no mesmo período. Em relação ao Brasil, o IFPRI já havia observado uma redução significativa nos índices de fome a partir da década de 1990. Em uma escala de zero a cem (zero sendo o melhor resultado), o País tinha um GHI de 10,43 em 1981, figurando entre os países com "graves" problemas no campo alimentar.

Durante a "década perdida", como economistas chamam os turbulentos anos 1980, o índice se reduziu, mas ainda chegava a 8,33 em 1990. Caiu para 5,43 em 2003 e 4,60 em 2004, ano a partir do qual o Brasil passou a ser classificado como país com problemas alimentares "baixos". A redução coloca o Brasil como o nono melhor desempenho entre os dez países que viram seu índice cair nas duas últimas décadas.
Piores

A lista é liderada pelo Kuwait (-72,4%), que viu uma grande redução no GHI em função dos "níveis extraordinários" de fome na década de 1990, quando foi invadido pelo vizinho Iraque. O relatório elogiou as políticas do Peru, o segundo da lista, que em 20 anos saiu de um GHI de 19,5 pontos para 5,6 pontos. O México (redução de 50,8% no GHI) figurou no 5º lugar. O desempenho brasileiro foi semelhante ao do Vietnã (queda de 47,2% no índice), cujas políticas de redução da pobreza são apontadas como exemplo, e da Tailândia (-45,9%).

Mandela

Nesta quinta-feira (16), Lula se encontrou em Maputo, capital de Moçambique, com Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, que vive no país. Logo após a conversa dos dois, na casa de Mandela, ambos, lado a lado, posaram para fotos.

"Estou muito honrado em receber o presidente. Na minha idade, não me reúno mais com presidentes", afirmou Mandela. Sua declaração foi traduzida para jornalistas pela sua mulher, Graça Machel. O ex-presidente sul-africano, que passou 27 anos na prisão quando lutava contra o apartheid em seu país, está com 90 anos. Em 1993, ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

Depois do encontro, Lula depositou flores no túmulo de Samora Machel, considerado o principal herói da independência de Moçambique, e assistiu a apresentações de grupos de dança popular do país.

Por: Agência Informes

 
   
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