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RETROSPECTIVA 2008
11/12/2008

Todo o ano, em dezembro, a direção do nosso sindicato faz uma avaliação da conjuntura e da luta no ano, que também serve de base para o planejamento do ano seguinte. Essa retrospectiva também serve para a avaliar se a entidade cumpriu com o que foi planejado e com o objetivo principal que é lutar pela categoria metalúrgica, especialmente os associados(as) da entidade. Veja abaixo:

LUTANDO PELA FORMAÇÃO

O nosso sindicato mais uma vez preocupou-se durante o ano com a formação profissional de nossa base. Em janeiro, a entidade anunciou convênio que oferecia curso de Automação Industrial, uma exigência do mercado de máquinas para quem trabalha ou pretende trabalhar em serviços de manutenção. Durante o ano, a entidade continuou - em parceria com a Petrobras, a Prefeitura de Sapiranga, o Instituto Integrar e o CEFET - oferecendo o curso de Informática Inclusão Digital e Economia Solidária e o curso de Formação do Ensino Fundamental. Centenas de pessoas foram beneficiadas. Outra iniciativa indiretamente vinculada à formação foi a promoção da tradicional Feira do Material Escolar em fevereiro.

LUTANDO POR DIREITOS TRABALHISTAS

Durante o ano, o sindicato tentou - muitas vezes sem sucesso - negociar acordos com as empresas que deixavam de pagar ou recolher direitos, ignoravam a legislação trabalhista ou impunham jornadas abusivas. Com relação às empresas intransigentes, a direção do sindicato teve que denunciá-las à Justiça do Trabalho e órgãos fiscalizadores do Ministério do Trabalho. A direção passou a monitorar os casos de assédio moral e denunciar, inclusive na Justiça, os casos mais graves.

LUTAS ESTADUAIS E NACIONAIS

Em fevereiro, a CUT e instituições filiadas conquistaram o apoio do presidente Lula às propostas de ratificação das convenções 151 e 158 da OIT, fruto da ação política iniciada a partir da realização da 4ª Marcha da Classe Trabalhadora. Em abril, a direção do sindicato colheu assinaturas do abaixo-assinado da Campanha Nacional Unificada pela Redução da Jornada de Trabalho sem a Redução de Salários, promovida pelas centrais sindicais, entre elas a CUT. O sindicato também participou do Dia Nacional de Lutas, que teve como objetivo pressionar o Congresso Nacional a aprovar a redução da jornada de trabalho. Por fim, nosso sindicato participou do Fórum Sindical de Saúde do Trabalhador e do seminário que discutiu a saúde e a previdência, com a presença do senador Paim. A CUT-RS e entidades dos movimentos popular e estudantil, realizaram nas últimas semanas atos públicos de protesto contra a corrupção instalada no Governo Yeda. Recentemente, o sindicato apoiou a V Marcha Nacional da Classe Trabalhadora, promovida pelas centrais sindicais, em Brasília, e participou da campanha em socorro às vítimas do flagelo que se abateu sobre Santa Catarina.

INTERCÂMBIO INTERNACIONAL

O sindicato, em março, recebeu uma comitiva formada por dois coordenadores e nove estudantes dos Estados Unidos, participantes de um projeto de intercâmbio entre o Instituto Integrar/CNM/CUT e a Universidade de Indiana.

CONJUNTURA E LUTAS LOCAIS
Durante o ano, vimos o quanto é importante termos representantes dentro dos espaços públicos, ajudando a planejar e decidir sobre obras que vão gerar empregos e qualidade de vida para muitos trabalhadores. No 1° semestre, o então secretário de Planejamento Urbano e presidente licenciado de nosso sindicato, Anilton Pereira, anunciou aproximadamente R$ 10 milhões para serem aplicados em obras do PAC que vão beneficiar toda a região. O sindicato denunciou o voto contrário de quatro vereadores de Sapiranga a um projeto que tinha por objetivo criar 1.140 lotes populares para dar um fim ou minimizar o déficit habitacional da cidade. O eleitor não perdoou e apenas um dos quatro vereadores conseguiu se reeleger. Nosso sindicato também participou de um ato público denunciando a impunidade de três anos do assassinato do dirigente sindical sapateiro Jair da Costa, cometida pela Brigada Militar. Em junho, foi anunciada a vinda de uma importante montadora de carrocerias de ônibus e ambulâncias, que pode gerar cerca de 220 empregos diretos e indiretos. A partir de julho, iniciaram as campanhas eleitorais nos municípios. Os resultados, em outubro, mostraram que o povo da região metropolitana queria mudanças, pois elegeu apenas prefeitos que mudaram ou prometeram mudar a forma de lidar com a coisa pública, respeitando e dando atenção às comunidades carentes.

DATAS IMPORTANTES

Em março, em parceria com a CUT, o sindicato promoveu atividade alusiva ao Dia Internacional da Mulher e participou das atividades da prefeitura, que promoveu atividades integradas para celebrar importantes e recentes conquistas femininas. O 1° de Maio foi celebrado em Porto Alegre, clamando pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, por reajuste justo para o piso salarial regional e para protestar contra a tentativa do governo Yeda de criminalizar os movimentos sociais. Na nossa base, a data foi celebrada no Parque do Imigrante, com uma série de eventos promovidos pela prefeitura.

CAMPANHA SALARIAL

Em abril, uma assembléia geral marcou o início de nossa campanha salarial, definindo a pauta de reivindicações. Depois de denunciar o ritmo lento imposto pelos patrões nas negociações do dissídio em contraste com o ritmo alucinante imposto por eles à produção, o empresariado resolveu apresentar uma proposta, que foi aprovada em assembléia geral. O dissídio fechado teve recuperação das perdas, aumento real e valorização dos pisos.

Por: Geraldo Muzykant - Assessor de Comunicação Social

 
   
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