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Metalúrgicos de todo o País pressionam contra onda de demissões
19/12/2008

Sindicatos de metalúrgicos no Brasil já começam a reagir contra demissões no setor provocadas pela crise financeira internacional. A categoria, que inclui trabalhadores de montadoras de veículos e da indústria de autopeças, é uma das mais ameaçadas pelo desaquecimento da economia.

Em São José dos Campos (91 km de SP), onde estão uma fábrica da GM com cerca de 9.000 funcionários e o pólo da indústria aeronáutica do país, encabeçado pela Embraer, o Sindicato dos Metalúrgicos colocou na rua uma campanha de mobilização dos trabalhadores contra o corte de empregos.

Foram espalhados pela cidade e pela vizinha Jacareí 13 outdoors com a imagem de um operário de braços cruzados com o lema da campanha: "Estabilidade no emprego já". Na peça, os sindicalistas ainda afirmam que "os ricos" devem pagar pela situação da economia.

"Os trabalhadores não devem pagar pela crise. Se houver demissão, nós devemos fazer greve para resistir", disse o secretário-executivo do sindicato, Luiz Carlos Prates.

Na tentativa de impedir demissões e reverter as já realizadas, o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (PR) anunciou que vai exigir que as montadoras justifiquem as rescisões. Em caso de resposta insatisfatória, a entidade ameaça não homologar as dispensas.

Os sindicalistas também pediram uma audiência no Ministério Público do Trabalho do Paraná para que as empresas recontratem os demitidos. Desde o fim de novembro, 980 perderam o emprego na Volvo, na New Holland e na Bosch.

O presidente da Federação dos Metalúrgicos da Bahia, Aurino Pedreira, disse que foi montada uma comissão de manifestações contra demissões.

No pólo automotivo de Minas, os metalúrgicos já acertaram com as empresas audiências na segunda quinzena de janeiro, após o período de férias coletivas, para discutir a preservação dos empregos.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Marcelino Rocha, houve 1.352 demissões no setor entre setembro e 15 deste mês.

A Folha tentou ouvir a Embraer e a GM, mas as duas empresas não quiseram comentar o assunto. Também procurou, no final da tarde de ontem, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado do Paraná e a Volvo, mas não conseguiu localizar representantes.

Por: Agência Estado

 
   
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