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Calçadistas prevêem retomada na geração de empregos
08/01/2009

Novo Hamburgo - Faltou espaço ontem pela manhã no estúdio da Rádio ABC 900 para tanto otimismo por parte de representantes do setor coureiro-calçadista. O diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, projetou que, mantidas as atuais condições do mercado internacional, haverá uma forte retomada na oferta de vagas no mercado de trabalho no setor em 2009. As projeções do mercado calçadista para a temporada foi pauta no programa Revista ABC, apresentado por Luis Fernando Martins.

Klein falou sobre uma expectativa extremamente positiva para este ano. "Se o dólar se mantiver neste patamar (por volta de U$ 2,20) e os insumos continuarem com os preços estáveis, não tenho dúvida que haverá uma acentuada recuperação da produção e da oferta da oportunidade de empregos", frisou.

O presidente da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Luis Cláudio Amaral, destacou a nova oportunidade que o setor tem pela frente. "Voltamos a ser competitivos. Já estamos notando a retomada de antigos mercados. Com as dificuldades que os concorrentes asiáticos estão enfrentando, todos estamos na mesma situação de competitividade."

Produção

O presidente da Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul (Aicsul), Francisco Gomes - presente no programa ao lado de Paulo Griebler, também da Aicsul -, usou frase curta e pontual sobre a situação vivida pelo setor nos últimos anos. "Já paramos de cair." Afirmou ainda que a Couromoda (que se inicia na próxima segunda-feira, em São Paulo) servirá como balizamento para 2009. "Estamos sentindo algum movimento de retomada de produção, pois algumas empresas até suspenderam férias coletivas."

Conforme o novo presidente da Fenac, Ricardo Michaelsen, a queda no preço do couro está sendo fundamental para a retomada de vendas. "Essa redução ajuda muito no volume das exportações do calçado", disse. Para o dirigente, 2009 servirá para a "volta do brilho do calçado no Vale." Julio Camerini, que passará seu cargo para Ricardo Michaelsen nesta semana, acredita que a Couromoda irá surpreender positivamente. "Ainda temos dificuldades com canais de comercialização. Precisamos mais do que nunca nos reinventar e voltar com força ao mercado."

O diretor executivo da Abicalçados, Heitor Klein, informou que os números de exportações de 2008 ainda não foram finalizados. Disse, entretanto, que a queda no volume financeiro ficará em torno de 3% no comparativo de 2008 e 2007.

"Somente no mês de dezembro do ano passado, em relação ao mesmo período de 2007, tivemos uma redução de 20%. Isso ainda terá repercussão negativa até março. Mas se a situação atual de estabilidade do câmbio e dos insumos permanecerem, a retomada de vendas será muito forte. Já estamos sendo procurados por antigos compradores. Isso é um bom sinal."

Ele lembrou que o setor se manteve sólido até hoje, mesmo com a constante queda do dólar desde 2004. "Agora temos um novo fenômeno. Trata-se da redução da importação de calçados por parte do Brasil. Os asiáticos tiveram um aumento no custo de produção e isso deixa a luta pelo mercado internacional em condições mais parelhas", observou o dirigente.

Por: Jornal NH

 
   
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