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Apesar da chuva e da repressão policial, Dia Nacional de Lutas atinge objetivos no Estado
12/12/2008

Apesar de atrapalhar, a chuva forte na manhã de ontem não impediu que as mobilizações do Dia Nacional de Lutas acontecessem na região. Segundo avaliação dos sindicatos, nem o aparato policial colocado para eventualmente reprimir as manifestações impediu que a classe trabalhadora se manifestasse. A intenção do movimento sempre é fazer os atos públicos de modo ordeiro, organizado e pacífico, portanto sem a necessidade da presença de brigadianos da tropa de choque paramentados com cacetetes, escudos, capacetes e armas de fogo. Veja abaixo os detalhes da mobilização:

CANOAS

Cerca de 800 trabalhadores e trabalhadoras da Agco realizaram atraso na pegada para protestar contra as demissões e a tentativa dos patrões brasileiros de lucrar com a crise econômica mundial. Os dirigentes sindicais metalúrgicos estavam desde a madrugada na porta da fábrica organizando a mobilização. O presidente da Federação dos Metalúrgicos do RS, Milton Viário, esteve presente e apresentou os motivos dos atos públicos e marchas que iriam marcar o Dia Nacional de Mobilizações. Na ocasião, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita, Nelson Luiz da Silva, o Nelsinho, afirmou que "setores da classe patronal querem lucrar com a crise. Estão usando as demissões para reduzir salários, flexibilizar direitos e conquistar recursos públicos, sem contrapartidas sociais. A Classe Trabalhadora não pode pagar mais esta conta. Temos que reagir, mostrar que estamos insatisfeitos com esta realidade".

SAPUCAIA DO SUL

A mobilização aconteceu em frente à empresa INDUSTEC, do Grupo Ferrabraz. Dirigentes sindicais, como o presidente do Sindicato, Loricardo de Oliveira, chamaram a atenção dos funcionários para o desrespeito de como a categoria está sendo tratada pela empresa, que continua demitindo em meio às negociações, além de já ter reduzido a jornada de trabalho e salários. Uma manifestação em frente à unidade da Ferrabraz, em Sapiranga, estava marcada para a madrugada/manhã de hoje. Depois do ato público, os trabalhadores saíram em caminhada na RS 118, paralisando a via por 15 minutos. Na ocasião, mais uma vez cobraram da governadora Yeda Crusius a prometida duplicação da estrada.

SANTA ROSA

A manifestação dos metalúrgicos no Dia Nacional de Luta pelo Emprego e Renda ocorreu pouco antes da chuva chegar, às 6h45min, em frente à AGCO. Cerca de 700 metalúrgicos acompanharam o protesto contra demissões e redução de jornada de trabalho e salários que estão sendo realizados pela empresa. “Ela teve um longo período de grande crescimento e lucros. Portanto, não precisaria demitir”, falou um dos dirigentes sindicais. Os trabalhadores decidiram fazer nova manifestação na Praça Getúlio Vargas, no centro da cidade, às 18 horas.

PORTO ALEGRE

Após as mobilizações do início da manhã, os manifestantes da região concentraram-se na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre para avaliar os passos a serem tomados para o resto do dia, considerando a forte chuva que alagava alguns pontos da capital. Os dirigentes sindicais resolveram manter as mobilizações em frente à Fiergs e à sede administrativa da Gerdau, na Avenida Farrapos, e cancelar o ato público em frente ao Palácio Piratini, até porque, pra variar, a governadora estaria viajando pelo país para fazer propaganda do “déficit zero” conquistado por seu governo à custa de muito arrocho e imobilismo do Estado nos investimentos e nos projetos sociais. Uma comissão seria recebida na Assembléia Legislativa, tendo a oportunidade de entregar um documento contendo sugestões para o enfrentamento da crise financeira internacional no Estado, assegurando os direitos básicos dos trabalhadores. Na ocasião, o presidente da CUT-RS, Celso Woyciechowski, declarou: “queremos a construção de alternativas para garantir a atividade econômica e a manutenção de empregos, sem ferir os direitos dos trabalhadores”, declarou. Antes disso, por volta das 10 horas, os manifestantes foram até a sede da Fiergs, onde um aparato da tropa de choque guarneceu a entrada. Os empresários encastelados permitiram o acesso de uma comissão para falar do assunto, oferta rejeitada pela coordenação do movimento em retaliação à forma pela qual os trabalhadores foram recebidos. “Os empresários da Fiergs adotam a mesma forma do governo de receber e tratar os movimentos sociais, na base da truculência e repressão policial”, disse um dos manifestantes. Mais para o fim da manhã, os manifestantes seguiram para a sede administrativa da Gerdau, na Avenida Farrapos, onde encontraram um prédio totalmente fechado e guarnecido pelo batalhão de choque da Brigada Militar. A manifestação na Gerdau teve como objetivo mostrar que as consequências da crise financeira não poderão ser pagas pela classe trabalhadora. A empresa está ameaçando demitir 350 trabalhadores em duas unidades no Estado. Foi questionada a “responsabilidade social” da empresa e a competência de seus dirigentes. “Como uma empresa que lucrou tanto, agora se diz incapaz de manter alguns postos de trabalho e necessitar suspender contratos?”, questionou o presidente da Federação dos Metalúrgicos, Milton Viário.

OUTRAS CIDADES

Houve paralisações, panfletagens e manifestações em várias fábricas de diferentes regiões do Estado. Além de Porto Alegre, Canoas, Sapucaia do Sul e Santa Rosa, manifestantes de Ijuí, Passo Fundo, Santa Maria e Pelotas fizeram atos públicos.

Por: Geraldo Muzykant - Assessor de Comunicação Social

 
   
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